ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 01/09/2020

A princípio, tendo como base a Constituição Federal e o artigo 5º contido na mesma, todos os cidadãos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Entretanto, na prática, é possível perceber que o conceito de isonomia não é aplicado a diversos grupos populacionais. Segundo Martin Luther King, um dos principais líderes na luta a favor do movimento negro, “A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar”, demonstrando que a injustiça cometida contra pessoas negras e pardas revela a fragilidade da igualdade de direitos na sociedade e o quanto é necessário garanti-la para combater a desigualdade e preconceito.

Reconhecendo a vantagem dos brancos acima dos negros, o governo criou as políticas afirmativas. As políticas afirmativas são medidas que visam acabar com a exclusão social, cultural e econômica de indivíduos pertencentes a grupos que sofrem qualquer discriminação. Como exemplo de ação afirmativa, temos as cotas raciais, que consistem na reserva de parte das vagas de universidades públicas para um grupo étnico desfavorecido. No entanto, muitas vezes, os cotistas sofrem discriminação no ambiente escolar por conta da sua raça e são ridicularizados por utilizarem as cotas para entrar na instituição, como se não tivessem entrado por mérito próprio.

O racismo estrutural presente na sociedade tem as suas raízes na época da escravidão. Os negros foram escravizados e, desde então, marginalizados pelos brancos. Ao escravizar a população africana, os colonizadores atribuíram a esse grupo o rótulo de “negro”, a palavra foi utilizada como um termo pejorativo para justificar a escravidão, tratando esse grupo étnico como inferior e “sem alma”. Devido ao histórico da palavra, ao redor do mundo, a maioria da desse grupo étnico não aceita ser chamada de negro, afirmando que o termo preto é o mais adequado. Contudo, no Brasil, preto é visto como pejorativo e negro se tornou o mais usado, entretanto, a luta antirracista do ano de 2020 fez com que a população se conscientizasse e parasse de ligar a palavra preto a algo ruim.

Certamente, se sabe que as leis contra o racismo não são suficientes para combater a discriminação. Intervir na questão da promoção da igualdade racial é tarefa complexa, porém, torna-se possível por meio do ensino. Logo, as escolas, cuja função é transmitir conhecimento a crianças e adolescentes, devem ensinar o conceito de igualdade. Isso pode ser realizado por meio de aulas e debates temáticos sobre preconceito e racismo, com a finalidade de ensinar às crianças a respeitarem todas as pessoas, independente da sua raça e etnia. Assim, o preconceito estaria cada vez menos presente nas gerações seguintes e o mundo caminharia para uma sociedade mais desenvolvida e humanizada