ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 05/09/2020
Igualdade, um direito de todos e um dever do Estado. Segundo a Constituição Federal de 1988, todo indivíduo possui pleno direito à igualdade, liberdade e segurança sem distinção de qualquer natureza. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que a Carta Magna prega, uma vez que o racismo apresenta barreiras, nas quais dificultam a concretização dos planos propostos pela CF 88. Esse cenário antagônico é fruto do preconceito racial desde os tempos do Brasil colônia em consonância com a discriminação sofrida por essas pessoas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
A priori, a queda da Bastilha em 1879 na França, espalhou pelo mundo as ideias de liberdade, igualdade e fraternidade, no qual contribuiu de forma significativa para diversos movimentos políticos da época, um deles visava à abolição da escravatura e do comércio no século XVIII. No Brasil, isso ocorreu em 13 de maio de 1888, após seis dias de votação e debates no Congresso, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que declarava a liberdade dos escravos no país. Todavia, não houve orientação destinada a integração dos negros às novas regras de uma sociedade assalariada, e isso culminou uma série de tragédias, descasos, preconceitos, injustiças e dor, uma chega que o Brasil carrega até dos dias atuais.
Outrossim, é imperioso ressaltar que as pessoas negras têm mais dificuldades em encontrar emprego, se comparada com os brancos, mesmo quando possuem a mesma qualificação, isso contribui para um bloqueio de oportunidade de crescimento pessoal e profissional, pois causa um tratamento desigual no que se refere às oportunidades no mercado de trabalho. Além disso, a população negra é a principal vitima de homicídios no Brasil, essa situação está associada a imagem marginalizada dos mesmos, pois quase 80% das mortes estão relacionadas a cor de pele e a desigualdade social.
Destarte, fica evidente a eminência em cessar a problemática em questão na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o racismo, necessita-se, urgentemente que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio do Governo Federal, seja revertido em palestras, cursos e implantação de matéria obrigatória na grade escolar, com auxilio de professores e pais, através da aplicação de debates e atividades em sala de aula, além de apresentações teatrais aberta ao público com o intuito de explicar o que é o racismo e a forma como se desenvolve nas situações do cotidiano, e ensinar e conscientizar que todos são iguais, sem distinção de raça ou cor e que além disso, todos devem receber oportunidades de crescimento de forma igualitária. Desse modo, atenuar-se-à em média e logo prazo o impacto do racismo e a coletividade alcançará a utopia descrita na CF 88.