ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 17/09/2020

Durante muito tempo os negros e indígenas foram vistos como mercadoria, forçados a trabalhar exaustivamente, sem descanso, em serviços pesados e perigosos. Esse período foi chamado de escravidão e ocorreu em diversos países pelo mundo, principalmente na America Latina e África. No Brasil, a escravatura chegou com os colonos, e, mesmo após anos da Lei Áurea, que permitiu que os negros e indígenas escravizados fossem libertos, o país ainda carrega chagas desse mal enraizado em nosso âmbito social.

Primeiramente, após a abolição da escravatura em 1.888, os escravos libertos não tiveram nenhuma ação exercida para que ocorresse uma reabilitação à sociedade. Ou seja, essas pessoas foram obrigadas a se realocar onde ninguém mais queria, os morros, que vieram a se tornar as favelas que conhecemos. Por conseguinte, toda essa falta de oportunidade logo no inicio de sua reintegração na sociedade, causou uma enorme lacuna que separa os negros do resto da sociedade.

Segundo pesquisas do IBGE, pessoas negras são minoria em ambientes de aprendizado, recebem menos, e lideram o ranking de mortes no país. Mesmo compondo 55% da população brasileira, ainda são considerados minoria. Para mediar tais mazelas, a Lei de Cotas foi implantada para auxiliar o ingresso de mais pessoas negras no ensino superior. Além disso, através da Lei n° 7.716, de 5 de janeiro de 1989 todo preconceito ou discriminação de raça, cor ou etnia deve ser considerado crime em todo território nacional. Porém, essas medidas não são suficientes para combater o racismo inserido em nosso meio de convívio.

É indubitável que medidas devem ser tomadas, já que as lei vigentes não impedem que os crimes contra negros continuem acontecendo. Portanto, o governo deve implantar leis mais rigorosas, que defendam os direitos dos negros. Ademais, investir em  educação nas comunidades, porque a educação é transformadora e pode mudar toda uma estrutura, inclusive, reduzir as raízes desse mal, que deveria ter sido extinto a muito tempo.