ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 17/09/2020
O racismo, diferente do que é pensado por muitos, não é algo individual. O racismo se encontra nas estruturas da sociedade brasileira, mesmo entre as pessoas de pele escura. Atrelado a desigualdade social e ao ensino básico precário, o racismo estrutural precisa ser tratado desde a raiz para que uma solução definitiva seja encontrada.
Os negros e pardos formam a maior parte da população pobre e periférica do Brasil, o que influencia fortemente na estrutura racista do país. Os escravos não encontraram lugar na sociedade após a abolição da escravatura, sem qualquer tipo de compensação do governo passou a se estruturar uma concentração de renda que se mantém até hoje. A desigualdade histórica, unida a estigmas negativos sustentados pela elite contra a classe mais pobre, corroborou com esteriótipos associando os negros e pardos a trabalhos físicos e de baixa remuneração.
Junto a esse estigma, um dos principais fatores perpetuadores do racismo e da desigualdade, é a baixa qualidade do ensino básico. O acesso a ensino básico de qualidade é quase que elitizado, pois em exames realizados em escolas publicas é constado que, apesar de conseguirem ler o texto, a maioria dos alunos é incapaz de interpretá-lo. Os alunos que não possuem o privilégio de frequentar escolas particulares, em sua maioria, não só termina o ensino básico como analfabetos funcionais como muitos chegam e finalizam o ensino médio nessa condição. A atual medida para tentar remediar essa situação adotada pelo governo é o sistema de cotas, que falho por natureza, pois enquanto uma minoria consegue se formar, a grande maioria da população passa por um ensino precário de sua base à formação.
Em suma, o racismo é encontrado na sociedade brasileira de forma, em sua maioria, estrutural. Para que essa falha seja solucionada, é necessário corrigir suas origens. Seria necessário que o Governo Federal em conjunto com o Ministério da Educação, garantissem a real existência de um ensino publico de qualidade para as regiões mais pobres e periféricas do Brasil, para que assim a presença negra e parda em faculdades e trabalhos prestigiados se tornasse cada vez menos estranha. Esse, porém, seria apenas uma parte do processo uma vez que o racismo dificilmente seria extinguindo em pouco tempo. Ainda será necessário muito tempo e cometimento do governo para que algum dia esse male acabe.