ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 17/09/2020

Após a abolição da escravatura no dia 13 de maio de 1888, vários escravos negros foram libertos. Porém, percebe-se que não houve uma adição desses ex-escravos na sociedade. Várias pessoas de origem africana não eram considerados cidadãos legais e passaram a viver na marginalidade. Assim, compreende-se que o racismo contemporâneo vem de um longo processo histórico que marcou a sociedade em sua maneira de tratar os de origem negra.

Entende-se que o trabalho escravo foi abolido à anos. Porém, as formas de trabalho que foram oferecidas a essa nova classe social, não reconhecida na época, eram opressoras. O negro passou de escravo para trabalhador livre, mas continuou fazendo os mesmos tipos de trabalho. Vê-se que as diversas formas de educação só foram apresentadas à essas pessoas a pouco tempo e de forma gradativa. A saber, apenas 12% dos afrodescendentes chegaram ao nível superior. Abre-se assim, um viés ideológico, onde muitos ainda se referem à classe negra como menos inteligente.

Cerca de 55% da população brasileira é formada por negros e pardos. Infelizmente essa parcela da sociedade também faz parte da maioria analfabeta, maioria desempregada e maioria assassinada. Portanto, um país assentado em bases escravocatas tende a ser muito racista e discriminatório. Ao associar uma pessoa de pele escura à imagem de um cidadão de mal caráter,  percebe-se os esteriótipos negativos que a cultura brasileira tem entrelaçada em sua história.

Faz-se necessária a representatividade do povo afrodescendente na sociedade. Isso deve ocorrer de forma a valorizar esse povo como um todo. Portanto, o Ministério da Educação deve promover nas escolas o reconhecimento positivo da cultura africana e de sua identidade como povo.