ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 27/11/2020

“Ó Paí Ó” filme brasileiro que retrata questões econômicas de moradores da periferia de Salvador e apresenta uma visão mais sóbria sobre símbolos e figuras da capital baiana, como pessoas religiosas e até mesmo o carnaval. De certa forma, o filme trás apenas a realidade da vida cotidiana de negro de periferia, o quão eles sofrem e tanto que eles sofrem. Nesse contexto, não há duvidas que o racismo é algo presente no Brasil, isso ocorre, infelizmente, devido não só a má distribuição desses nas camadas sociais, mas também o preconceito religioso que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país.

Primeiramente, devemos compreender que a abolição da escravatura não representou a integração dos libertos. Tal fato tem como consequência a observação da miséria e privação dos direitos sociais mesmo após a libertação. A partir disso, e de uma notável imobilidade de classes sociais, se seguiu uma pobreza transmitida para as novas gerações. Hoje, apesar de haver a promoção de ações afirmativas no Brasil, o sistema de cotas se configura insuficiente para alcançarmos uma verdadeira justiça social.

Segundo pesquisas, a religião afro-brasileira é a principal vítima de discriminação, destacando-se o preconceito religioso como o principal impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agora de pensar. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que a preparação do preconceito religioso se encaixa na teoria do sociólogo, uma vez que se uma criança vive em uma família com esse comportamento, tende a adotá-lo também por conta da vivência em grupo. Assim, a continuação do pensamento da inferioridade religiosa, transmitido de geração a geração, funciona como base forte dessa forma de preconceito, perpetuando o problema no Brasil.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver o problema. Assim, Immanuel Kant já alertava a sociedade: “O homem é aquilo que a educação faz dele”, logo, se faz necessário que o MEC promova palestras nas escolas, com alunos e pais, estimulando o reconhecimento da diversidade e igualdade racial. Por outro lado, o governo pode melhorar os programas de ações afirmativas, aumentando o número de cotas de acordo com o percentual de negros na região. Além disso, a intolerância religiosa é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Governo Federal construir delegacias especializadas em crimes de ódio contra religião, a fim de atenuar a prática do preconceito na sociedade, além de aumentar a pena para quem o praticar. Ainda cabe à escola criar palestras sobre as religiões e suas histórias, visando a informar crianças e jovens sobre as diferenças religiosas no país, diminuindo, assim, o preconceito religioso. Dessa forma, o Brasil poderá combater os casos de racismo.