ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 07/12/2020
Na obra “Utopia”, do filósofo inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, onde não há traços de atos discriminatórios. Hodiernamente, no contexto brasileiro, a prática de racismo por alguns indivíduos afasta a sociedade da descrita pelo More. Nesse sentido, cabe-se combater essa forma de preconceito, que persiste devido a ineficácia de ações governamentais e a precária educação social.
Primeiramente, é papel do governo, previsto no artigo quinto da constituição de 1988, combater todas as formas de preconceito na sociedade. No entanto, nota-se que as ações estatais permanecem ineficientes no combate ao racismo, devido à baixa rigorosidade das leis contra o preconceito racial. Dessa maneira, essa conjuntura configura-se como uma violação do “Contrato Social”, estabelecido pelo filósofo John Locke, já que o estado não garante a uma parcela dos indivíduos o bem-estar social. Portanto , urge a necessidade de mudanças nessa estrutura vigente.
Ademais, a falta de uma educação social eficiente acentua essa problemática. Nesse sentido, indivíduos que não são ensinados quanto a desumanização histórica de atos preconceituosos tendem a executá-los sem a consciência das consequências. Dessa forma, é papel das escolas construírem uma sociedade mais consciente. Afinal, como pontua o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação o proporciona. Diante disso , o sistema educacional deve agir o quanto antes.
Destarte, é necessário obter subterfúgios a fim de solucionar essa inercial problemática. Para isso, o Estado deve acionar o Legislativo, o qual deve punir os praticantes de racismo , por meio da criação de leis rigorosas, que punam mediante ofensa verbal, seja ela direta ou indireta, com pena de 2 a 5 anos, a fim de mitigar o preconceito racial. Com isso aplicado , a sociedade brasileira estará mais próxima da útopica de More.