ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 09/12/2020

Para o filósofo prussiano Immanuel Kant, imperativo categórico é o dever de toda pessoa agir conforme princípios dos quais considera que seriam benéficos caso fosse seguidos por todos. Entretanto tal conceito não é praticado no brasil tendo em vista que ainda há obstáculos no combate ao racismo, entre eles uma cultura de subalternização do negro e a impunidade. Desse modo, tal crime é inconcebível e merece um olhar crítico de enfrentamento.

Primeiramente, é necessário destacar que o entrave ao combate ao racismo no brasil é fruto de uma cultura que não entende o papel do negro na modernidade. Conforme o conceito de “Mortificação do Eu”, do sociólogo Erving Goffman, o indivíduo, através de mecanismos de repressão, é despido de sua personalidade real dando origem a uma personalidade que lhe é induzida socialmente. Dessa forma, a sociedade, com uma mentalidade ainda escravagista, vê o negro como um servo, privando-o de integração social e cultural. Tal opressão sugere a homogeneização da cor e vai contra à autonomia do indivíduo.

Ademais, há a relativização da gravidade do problema, em que a vítima, com seu “Eu Mortificado”, vê com naturalidade abusos racistas, essa normalização da violência gera, portanto, um baixo número de denúncias. Infelizmente, essa situação é consequência da inação governamental, visto que o Poder Público não pune, adequadamente, crimes de caráter racial. Nesse contexto, Johann Goethe já afirmava que a maior necessidade de um Estado é a de governantes corajosos, e o pensamento do autor exemplifica bem a importância do Governo para a diminuição da impunidade.

Em suma, são necessárias medidas capazes de promover o combate ao racismo no Brasil. Assim, faz-se necessária a atuação do Ministério da Educação, em parceria com a mídia, na educação da população acerca da necessidade do posicionamento crítico quanto ao racismo. Isso deve ocorrer por meio da promoção de palestras, que, ao serem ministradas em escolas e universidades, orientem os brasileiros no entendimento do papel do negro na sociedade, a fim de possibilitar a construção de um pensamento não discriminatório. Com a mudança da mentalidade social, as denúncias serão frequentes e a impunidade será combatida. Enfim, a sociedade brasileira colherá os frutos da Ética Kantiana.