ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 13/05/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, ao observar o racismo no atual cenário brasileiro, percebe-se que essa prerrogativa não tem se efetivado, uma vez que os negros estão sendo vítimas de discriminações constantemente. Nesse sentido, pode-se afirmar que a lenta mudança na mentalidade social e a sensação de superioridade agravam essa situação.
Convém ressaltar, a princípio, que mentalidade passadista é um fator determinante para a persistência do problema. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão do preconceito é fortemente influenciado pelo pensamento coletivo, visto que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social opressor, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa. Dessa forma, dados divulgados pelo G1 em 2015, informando que cerca de 75% dos negro já sofreram algum tipo de discriminação racial será cada vez mais recorrente na sociedade.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da sensação de superioridade. Segundo, a Teoria da Eugenia, cunhada no século XIX e utilizada com base do Nazismo, defende o controle social por meio da seleção de aspectos considerados melhores. De acordo com essa perspectiva, portanto, haveria seres humanos superiores, a depender de suas características. No contexto brasileiro atual, a noção eugênica de superioridade pode ser percebida no que tange ao preconceito racial feito pelos brancos, cuja base é uma forte discriminação.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para combater esse cenário. Para isso, é imprescindível que a escola -responsável por informar e conscientizar a sociedade- ensine, por meio de aulas com profissionais qualificados, a importância de se respeitar todas as etnias. Ademais, essas atividades devem ser abertas ao público para alcançar um maior número de pessoas, a fim de erradicar esse legado histórico racista. Talvez, assim, seja possível construir um país permeado pela efetivação do direto de 48.