ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 04/01/2021
No Brasil, a construção do povo brasileiro é baseada em diversos povos que aqui já estavam e que ocuparam o território no período de formação do país. No entanto, embora haja diversidade, a marginalização de alguns grupos, principalmente a população negra, infelizmente está enraizado na cultura da população. tal fato acontece devido ao processo de colonização e escravização no país, mas também a crescente desigualdade social que separa negros e brancos e eleva ainda mais o racismo no Brasil. Dessa forma, é preciso haver soluções de combate a discriminação e o preconceito estrutural que atrasa o progesso social do país.
Em primeiro lugar, é valido afirmar que a escravidão negra e indígena tem impactos até hoje, mais de 130 anos depois da sua abolição. Isso deve-se ao fato de dos mais de 500 anos de história do Brasil pelo menos 300 anos foram de escravização negra, com a justificativa de que eles apenas serviam para o trabalho . Além disso, mesmo após a concessão da alforria, surgiu a teoria eugênica do “Darwinismo Social”, cultuada por intelectuais e políticos no período da primeira república brasileira, afirmando que o negro livre era um problema social e como solução incentivaram da migração europeia como forma de “embranquecer” a população que estava era majoritariamente negra.
Além disso, é preciso entender que a desigualdade social corrobora com o racismo estrutural presente no país. Segundo o censo do IBGE “sobre a desigualdades de cor e raça”, publicado em 2019, das populações mais pobres 75% são negras enquanto que entre os mais ricos 70% dessa população é branca. Isso monstra como o passado escravista moldou e esconde a discriminação nas diferenças de classes sociais brasileiras tendo como exemplo o caso do adolescente negro, de 17 anos que foi chicoteado por seguranças de um supermercado em São Paulo por ter roubado quatro barras de chocolate. Tal fato, torna o combate ao racismo um desafio pois é preciso da ação de diversos setores da sociedade ( mídia, governo, ONGs) para reduzir esse problema.
É indiscutível afirmar, portanto, que o Brasil ainda precisa caminhar bastante para acabar com a discriminação de suas minorias e promover a igualdade de direitos à toda população. Entretanto, como forma de começar a enfrentar o problema é preciso que a população negra tenha voz política, fazendo- se necessário assim que o Governo Federal promova, por meio de uma projeto de lei, uma política de cotas, semelhante a aplicada na área da educação para ingressantes nas universidade com objetivo de ampliar a participação da população negra nos cargos políticos, hoje ocupado em sua maioria por pessoas brancas, elaborando decretos e projetos políticos de combate a discriminação de minorias. Assim, casos como do adolescente em São Paulo não serão rotina na sociedade brasileira.