ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 19/04/2021

O continente africano carrega em seu povo, condições genéticas relacionados especialmente a cor da pele, diferente do resto do mundo, considerando séculos de médias térmicas elevadas, que tornaram daquele povo singular, em beleza e força. Porém, essa singularidade não foi bem vista pelos europeus, que no período conhecido como Grandes Navegações, exploraram não só o vasto continente, como também o povo. Tal exploração durou três séculos, mas o preconceito e o desprezo por eles perduram até os dias de hoje, 133 anos depois da abolição, uma vez que não houve sua inserção na sociedade pós escravocrata, além da propagação de ódio contra todos aqueles que fujam do padrão social vigente.

Em primeiro lugar, os índices de criminalidade, analfabetismo e pobreza entre negros são superiores aos mesmos índices entre brancos, refletindo a sua segregação, e a ineficiência da Lei Áurea, que embora tenha sido em prol da libertação, não se preocupou em eliminar preconceitos e inserir o negro livre na sociedade. Por outro lado, nas universidades e empresas a porcentagem de trabalhadores e estudantes negros é significativamente baixa ou nula, revelando que apesar da política de cotas, eventualmente essa população segue sendo excluída e marginalizada.

Em segundo lugar, ao analisarmos duas pessoas iguais, diferenciadas apenas pela cor da pele, com os mesmos privilégios desde o nascimento até a morte, a probabilidade de um deles ser parado pela polícia, preso injustamente, vítima de bullying na escola, ofendido no trabalho e agredido na rua, é muito maior para o negro. O preconceito, o ódio e a repulsa enraizados fazem com que diariamente notícias como a história de George Floyd, afro-americano morto estrangulado por um policial em Minneapolis nos Estados Unidos, devido o suposto pagamento com uma nota falsa, se tornem comuns e assustadoras.

Ademais o filósofo francês Voltaire, resume preconceito como uma opinião sem conhecimento, mas depois de anos de campanhas pelo mundo contra o racismo, podemos observar que hoje ele só se justifica pela falta de empatia e desigualdade racial. Portanto medidas devem ser tomadas para solucionar essa problemática. O governo federal em parceria com o MEC, deve ampliar o programa de ações afirmativas, para que haja uma reparação histórica no que diz respeito a educação. Concomitantemente a isso em parceria com o Ministério da Justiça e segurança pública, promover a punição de crimes contra a igualdade racial. Com a finalidade de promoção de um Brasil mais inclusivo e seguro para negros e brancos, respeitando o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.