ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 28/07/2021
O professor universitário Silvio Luiz de Almeida, autor da obra literária “O que é racismo estrutural”, afirma que o preconceito se expressa a partir de obstáculos políticos e educacionais. Irrefutavelmente, essa alegação se encaixa na sociedade atual, uma vez que ainda há problematização dos empecilhos envoltos aos caminhos para combater o racismo no Brasil. Inquestionavelmente, essa falha ocorre devido à escassez de palestras de ensino voltadas para os fatores históricos por trás do racismo, e à insuficiência de regulamentação de leis que visa garantir a erradicação de atos de injúria racial no país.
A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover palestras, em instituições de ensino, voltadas para os meios de combate ao racismo. Indubitavelmente, o sistema educacional brasileiro é necessário, mas a falta de apoio governamental em áreas de aprendizagem como história e sociologia gera a desinformação populacional sobre a origem do preconceito racial na nação, e, consequentemente, contribuem para a propagação de ideais racistas que, em conformidade com o G1, podem ser revertidos com a aplicação de palestras pedagógicas nas regiões do país. Por consequência da falta de investimento em discussões educacionais, os obstáculos que interferem na construção de caminhos para combater a injúria racial continuará a se perpetuar, fato esse que, de acordo com o pedagogo Paulo Freire, pode ser revertido com o investimento na educação, que tem como objetivo erradicar quaisquer discriminações e intolerâncias da federação.
Além disso, é de conhecimento público que a exiguidade de regulamentação de diretrizes é um dos desafios que impedem os caminhos para combater o racismo no Brasil. Sob o mesmo ponto de vista, deve ser analisado que, segundo o UOL, as leis existentes, como a Lei Resultante de Preconceito de Raça ou de Cor, são uma previdência, mas somente com os decretos regulamentares são determinados os detalhes de como uma legislação irá agir. Visto isso, é evidente que, sem a estandardização de leis, os cidadãos continuarão sendo mártires de injúria racial, e seus agressores não serão devidamente julgados por seus crimes, afirmação essa que é evidenciada pelo veículo de informações G1, que mostra que denúncias de crime de discriminação cresceram em 13%, no ano de 2020.
Em suma, com a falta de palestras de ensino e a insuficiência de regulamentação de leis, urge que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Propaganda, organize palestras mensais, por meio de anúncios, inseridos em meios de comunicação on-line, que permitirão o diálogo entre os participantes para politizar a população sobre os casos de racismo no país. Ademais, promover assembleias públicas para instruir as massas sobre os caminhos existentes para se combater o preconceito racial no Brasil, o que resultará em uma nação informada, com o efeito de criar cidadãos mais conscientes.