ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 09/08/2021
O Brasil passou por um processo de colonização por exploração no século 16, este consistiu em dominar o território com o intuito de extrair os recursos da terra; o trabalho nesse período era escravo, negros e indígenas eram forçados a desempenhar atividades braçais. Haja visto que o Brasil foi o último país da América a abolir a escravidao, os efeitos desta persistem na sociedade; o racismo estrutural e a marginalização de negros e indígenas são problemas que devem ser solucionados na atualidade.
Assim, Mário de Andrade, em sua obra “Macunaíma” do período indianista do modernismo, representa indígenas com olhar estereotipado, o “herói sem lei” era dado como preguiçoso, mas quando o personagem se torna branco, fica bravo e corajoso; nesse sentido, está sendo representado o racismo estrutural, a forma como os povos negros e indígenas são explorados nas artes e na sociedade. Por outro lado, fora do contexto artístico, as representações desses povos são minimizadas e desvalorizadas, o que contribui para práticas racistas, como a violência racial e a exclusão.
De certa forma o segregacionismo vivido por estes grupos gera consequências tanto no indivíduo quanto na sociedade, a marginalização provoca impactos na escolaridade e nas suas oportunidades de trabalho. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 18% dos negros entre 18 e 24 anos estão no ensino superior, outros dados como o alto nível de abandono escolar e analfabetismo confirmam que esta parcela da população é colocada a margem no investimento de políticas publicas educacionais, privando-os direitos que deveriam ser universais.
Portanto, é papel do Ministério da Educação garantir o direito constitucional à educação e proporcionar meios de diminuir os índices de evasão escolar de negros e indígenas, com a implementação de atividades interdisciplinares nas regiões de maior vulnerabilidade socioeconômica, priorizando-se a educação e a promoção da saúde física e psicológica de jovens das comunidades, já o Ministério da Justiça é responsável por proteger, a partir de leis, a parte da sociedade que sofre com os crimes de racismo e intolêrancia racial. Somente assim o racismo poderá ser combatido na sociedade brasileira.