ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 01/08/2021

“A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou nação”. A afirmação do escritor Oscar Wilde pode simbolizar claramente a falta de caminhos para combater o racismo no Brasil, já que é justamente o comportamento passivo do corpo social brasileiro em relação a condutas ofensivas racistas, é a questão fundamental para a escassez de mecanismo para reverter esse cenário degradante. Nesse sentido, esse fato social tem origem inegável de uma discriminação histórica. Sendo assim, entre os fatores que contribuem para essa conjuntura, destaca-se a habitualidade da sociedade e a negligência estatal no período colonial.

Em primeiro lugar, a naturalidade do âmbito social é protagonista na solidificação do racismo no território nacional. Isso ocorre porque os indivíduos banalizaram as condutas racistas na sociedade, assim dificultando a reversão desse quadro na atualidade. De acordo com o estadista Cícero, “Não há nada de tão absurdo que o hábito não torne aceitável”. A reflexão feita pelo romano pode facilmente evidenciar o racismo no contexto social, uma vez que a nação brasileira se habitou com essa realidade, tornando-a aceitável na atual conjuntura. Dessa forma, não apenas fortificando uma discriminação absurda no imaginário coletivo, como também obtém-se pouquíssimas formas de combate a essa adversidade.

Ademais, o abandono histórico no período colonial por parte do Estado tem consequências diretas a essa vicissitude. Isso acontece justamente por causa de uma falibilidade estatal após a “Lei Áurea” de 1888, pois o governo brasileiro omitiu-se em dar assistencialismo aos ex-escravos na inserção desses no cenário social. Assim, surge uma segregação dos negros na sociedade, que pendura-se até os dias atuais, marcado por um forte desequilíbrio racial e preconceito, já que esses foram marginalizados no corpo social. Desse modo, consolidando a ausência de mecanismo para combater a discriminação racial no Brasil.

Fica evidente, portanto, que a carência de caminhos para combater o racismo é fruto de um preconceito enraizado na sociedade brasileira. Logo, para combater esse empecilho tornar-se necessário que o Governo Federal deva aplicar, por meio do Ministério da Cidadania, o Plano Nacional do Combate ao Racismo, na qual ficará responsável por realizar palestras elucidativas com os ativistas dessas causas, com o intuito de conscientizar a população acerca do racismo vigente no contexto social. Além disso, dentro desse mesmo projeto, o Governo deverá fornecer mais recursos financeiros para ações afirmativas para reverter a falta de isonomia na conjuntura recente. Dessa forma, a sociedade brasileira estará dando passos para o progresso, como mencionado por Wilde.