ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 29/08/2021

O romance filosófico “Utopia” – criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI – retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea, uma vez que o racismo ainda é um problema a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da insuficiência legislativa, mas também da falta de debates sobre o assunto e sala de aula. Desse modo, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da coletividade.

Primeiramente, é essencial pontuar que a insuficiência legislativa deriva da ineficácia do poder público, no que concerne á criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. De acordo com o filósofo John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato no atual cenário brasileiro, visto que, devido a baixa atuação das autoridades, indivíduos que cometam tal crime não sofrem as punições devidas, ou seja, o sistema é falho, não funcionando de acordo com a Lei. Em vista disso, fica evidente a ineficácia administrativa na resolução dessa situação maléfica.

Ademais, a carência de debates sobre o racismo em sala de aula apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo” e Helen Keller “O resultado mais sublime da educação é a tolerância”. Partindo desse pressuposto, percebe-se que estudantes saem das escolas não sabendo da gravidade da violência, seja ela física ou verbal, consequentemente, vindo a piorar o empecilho em nossa sociedade, isto é, crescemos com a ideia de que é normal. Logo tudo isso retarda a resolução o combate ao racismo, já que a falta de debates sobre o assunto contribui a resolução desse quadro deletério.

Portanto, é essencial a atuação estatal e social, para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União (TCU) direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em projetos e campanhas nas escolas, ensinando e mostrando como deve agir, como não praticar e como advertir corretamente quem o comete a injúria, com a finalidade de reduzir o problema em médio e longo prazo.