ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 25/08/2021

Tornando-se uma consequência do processo escravista, o preconceito racial é uma problemática vinculada à sociedade brasileira desde o século XV. Mesmo com a assinatura da Lei Áurea e posteriormente a implementação de políticas para a igualdade racial, a população afrodescendente ainda enfrenta além do racismo, esteriótipos e expressões pejorativas diáriamente. Esta situação deve ser combatida, para que, o covívio social de caráter harmônico e saudável seja um bem gerado para todos, independentemente da tonalidade de pele apresentada pelo indivíduo.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ), os cidadãos classificados como pardos e pretos, ocupam cerca de 10% dos cargos de chefia em empresas, além do salário dos mesmos ser equivalente à 59,2% da população branca. O que confirma, que, mesmo com a criação de cotas e a abertura de vagas em universidades para esta parcela da população, o mercado de trabalho ainda não instaurou um espaço para a igualdade de cunho racial. Esta situação está certamente relacionada com o pensamento de uma sociedade racista, que coloca a cor acima das capacidades técnicas de uma pessoa.

Além disto, os esteriótipos associados aos afrodescendentes na mídia são perceptíveis, pelo fato dos papéis de bandidos, favelados e domésticas serem, em sua maioria, protagonizados por pardos e pretos. O que influencia os telespectadores à pensar que esta é a realidade e a mesma não precisa ser mudada, já que não há uma problematização incisiva sobre o assunto. Também é válido ressaltar, que o uso de frases racistas como “A coisa ta preta” e “Da cor do pecado” reproduzidas nos meios de comunicação, precisam ser revistas e cessadas, para que não se reflitam no vocabulário da sociedade brasileira.

Em virtude das situações mencionadas e para a sua reversão, o Ministério da Educação pode promover materiais pedagógicos sobre as causas do racismo e roteiros para discussões nas escolas sobre os efeitos desta problemática, incluindo a realidade do mercado de trabalho. A fim de construir uma geração que questione e não aceite atos de racismo, colocando em prática uma corrente de pensamento cada vez mais sensível e preocupado, voltado para os que sofrem esses preconceitos. A mídia por sua vez pode promover papéis de destaque e diversificados para a população parda e preta do país, e, campanhas de conscientização por meio de propagandas a fim de quebrar esteriótipos. Com essas medidas pode-se esperar o resultado de uma sociedade brasileira diferente de séculos atrás.