ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 27/08/2021
O Brasil foi o maior território escravista do hemisfério ocidental, o último a extinguir o tráfico negreiro- que só ocorreu por pressão da Grã-Bretanha, a partir da lei Eusébio de Queiroz- e o último a abolir a escravidão. Fatos como esses serviram como base para a ideia de uma suposta superioridade racial dada a partir da teoria darwinista.
Apesar de sancionada a Lei Áurea, que resultou na abolição da escravidão brasileira, a população negra ainda sofre pela exclusão social. Institutos como IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) publicaram pesquisas onde negros, mesmo sendo a maior população do Brasil em números absolutos, são minoria em cargos gerenciais, políticos e em rendimento salarial mensal, por exemplo. Além das leis Áurea, Eusébio de Queiroz e outras antirracistas mais recentes, é importante destacar a Carta Magna, onde em seu terceiro parágrafo, inciso IV expõe que: é objetivo fundamental promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Ademais, é interessante citar grandes nomes da cultura brasileira que representam o movimento, como o rapper mineiro Djonga, que tem suas obras voltadas ao antirracismo. Trechos como “sou preto no Brasil, qualquer mal pra mim é pouco” e “fui dominado pelo efeito dominó que derruba peça preta a mais de quinhentos anos” trazem à tona a realidade sofrida por essa população.
Com o propósito de acabar com esse preconceito já enraizado na cultura brasileira há tanto tempo, órgãos governamentais como o Ministério da Educação e o Ministério da Cultura devem promover políticas de inclusão e conscientização racial, assim como investir na qualidade educacional do povo afrodescendente e, principalmente, na garantia de efetivação das punições previstas em leis antirracistas.