ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 02/10/2021

Na mitologia grega, Aquiles é um guerreiro grego que, ainda bebê, foi banhado em águas milagrosas que o tornaram invulnerável, com exceção de seu calcanhar. Analogamente, o mito representa uma metáfora contemporânea do racismo no Brasil, originário majoritariamente pelo histórico escravista brasileiro e suas consequências, como a segregação da população negra após a abolição da escravidão em 1888. Portanto, é preciso analisar as causas desse problema para que sejam encontradas soluções exequíveis.

Em primeira análise, o racismo é uma conduta de discriminação de determinados grupos da sociedade. Tal prática direcionada à população negra do Brasil decorre de fatores históricos como a escravidão do período colonial brasileiro, que originou o chamado racismo estrutural. O regime de Apartheid adotado na África até 1990 é um comparativo da segregação e marginalização sofridos pela população negra até os dias de hoje no Brasil. Devido a isso, é importante que sejam encontradas soluções para tal vulnerabilidade.

Em segunda análise, as consequências da não reinserção dos negros na sociedade brasileira após a abolição são facilmente observadas atualmente. É notória a grande quantidade de negros residentes em favelas no Brasil, realidade que carrega consigo altas taxas de analfabetismo, criminalidade e mortalidade de negros no país, contribuindo para a manutenção da pobreza dessa população. Segundo dados estatísticos de 2021, 80% das mortes causadas por policiais nas favelas são de corpos negros. Dessa forma, o combate ao racismo no Brasil deve ser feito o quanto antes.

Em suma, urge que o Estado e a família - primeiro núcleo de sociabilidade do indivíduo - tomem atitudes para combater o racismo no Brasil. Para isso, a família agirá por meio do diálogo, ensinando sobre o respeito à população negra e o Estado, por meio de projetos de leis que complementem a ação das ações afirmativas, que acabam sendo insuficientes no combate à segregação racial uma vez que não englobam mudanças diretas nas instituições de ensino, o que vai de encontro da afirmação do educador Paulo Freire de que uma educação não centrada para as coisas da vida, corrobora, por exemplo, com a permanência do racismo na sociedade brasileira. Assim, a médio e longo prazo o racismo será, finalmente, sanado.