ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 13/09/2021
De acordo com o artigo 5 da Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado na prática quando se fala em racismo. Mesmo após mais de um século de abolição da escravatura, a população negra ainda se encontra à margem dos espaços de prestígio, ocupando as maiores taxas de analfabetismo, criminalidade e mortalidade no país. Esse cenário desafiador, demanda adoção de medidas e estratégias que combatam tal problema.
Última nação Ocidental a abolir a escravatura, com a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel, em 1988, o Brasil não criou nenhuma condição para inserir a população negra na sociedade, pelo contrário, o negro cada vez mais se distanciou da cidadania, sendo marginalizado e discriminalizado por aqueles que se consideravam superiores. Nessa perspectiva, o racismo foi gradativamente construído e enraizado no inconsciente dos indivíduos, se expressando por meio de ações e atitudes discriminatórias.
Mesmo com alguns avanços ao longo dos anos para tentar confutar o racismo e inserir o negro em espaços da sociedade, como a criação da da Lei nº 7716 de 1989, que decretava punição aos crimes resultantes do proconceito de raça, cor; e a criação do sistema de cotas nas universidades públicas, o negro ainda ocupa uma posição inferior nos espaços de prestígio, no mercado de trabalho, quando comparadado ao indivíduo branco, sendo inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Dessa forma, é imprescidível que o Governo, por meio de ações afirmativas melhorem e assegurem o acesso à saúde, educação, trabalho, cultura dessa população discriminalizada. Além disso, é fundamental que o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, por meio de diálogos, palestras, oficinas, orientem seus alunos sobre a importância de desconstruir a imagem estereotipada do negro masginalizado, a fim de consolidar uma sociedade livre de preconceitos, valorizando e respeitando o convívio entre as diferenças.