ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 24/09/2021
No filme brasileiro “Ó Paí Ó”, o personagem Roque tem sua mercadoria desvalorizada por ser negro, respondendo que, enquanto seres humanos, todos têm as mesmas necessidades e sensações, logo, devem ser tratados igualmente, independente de sua raça. A situação retratada na esfera fictícia é um espelho da realidade brasileira, que ainda persevera a herança racista desde o período da escravatura, fato esse que precisa ser mudado para que todos os habitantes do país tenham liberdade. Entre essas mudanças, pode-se destacar a educação escolar quanto à existência do preconceito racial e seus malefícios, além da divulgação midiática da pluralidade étnica do Brasil e a importância do respeito.
Em primeiro lugar, as instituições de ensino têm o importante papel de educar as gerações, não apenas para que consigam revolucionar a realidade em que se encontram, mas para que aprendam com o passado e busquem aperfeiçoar as relações sociais. Nesse sentido, é de bom tom salientar que o ato do ensino histórico traz à tona momentos sombrios enfrentados anteriormente, no Brasil, a colonização pelos portugueses pode ser considerada como tal, já que, por séculos, os povos nativos e africanos foram subjugados por eles. Dessa maneira, professores têm o papel de salientar a inexistência de povos superiores e inferiores, mostrando o erro que foi a escravidão e o tratamento dos diferentes indivíduos de acordo com seu local de origem. Assim, será possível excluir a herança racista colonial.
Adicionalmente, não apenas aqueles que frequentam estabelecimentos educativos devem aprender sobre o racismo, mas também todos os outros membros da sociedade, para que a discriminação racial seja erradicada da mentalidade dos brasileiros. Por isso, a divulgação da pluralidade étnica do povo brasileiro é essencial, principalmente em meios como jornais, revistas, canais televisivos e redes sociais. Assim, aos poucos, haverá a normalização do tratamento igualitário independente das diferenças raciais, objetivo esse pelo qual o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, lutou por décadas, afirmando que todos podem aprender a amar as diferenças. Logo, o discurso do ativista traz a relevância de condicionar o amor, independente da figura do indivíduo ou de sua origem.
Em suma, a discriminação foi condicionada na mente dos brasileiros desde o período colonial, mas é possível erradicá-la com educação e ativismo. Para que essas propostas possam se tornar realidade, é necessário que o ministério da educação torne obrigatório, na grade escolar de todas as instituições de educação, o ensino da história colonial, focado em suas consequências para os povos que sofreram perseguições. Além disso, mídias com reconhecimento, como as redes sociais e os canais de televisão, devem incentivar a presença de influenciadores multirraciais em seus programas, para promover o amor ao próximo. Assim, o Brasil poderá progredir e deixar para trás os malefícios do racismo.