ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 22/09/2021

Ainda no século XIX, no final do Segundo Reinado, a Princesa Isabel assinou a clásula de liberdade para os negros cativos. A carta de alforria -documento de emancipação-, infelizmente, não foi capaz de assegurar a extinção das mazelas projetadas pela escravidão no Brasil, já que, ainda há um longo percurso  para  haver o pleno combate do racismo colorimétrico no país. Dessarte, vale-se compreender as raízes dessa problemática para, então, tecer caminhos que sejam capazes de reverter esse panorama totalmente refutável.

A priore, torna-se indubitável perceber, que conhecer as causas da persistência do racismo no Brasil é o primeiro passo, para, finalmente, extingui-lo. Segundo o sociólogo frânces Pierre Bourdieu, um  problema somente persiste na sociedade por ser anterio e exterior ao indivíduo, ou seja, um dos motivos para a perpetuação dos preconceitos raciais, é sua raíz, que, claramente, serve de estrutura para as percepções da contemporaneidade. Na Grécia Antiga, o sistema escravocrata fazia parte da organização social, paradoxalmente, esse “país” (aglomerado de cidades), hoje, é considerado o berço da democracia, que, seguramente, foi reinventada e aplicada dentro da realidade secular. A partir disso, é lúcido observar que o passado possui grande influência hodiernamente, o que, conclui-se, que as mazelas vivênciadas na atualidade é somente a perpetuação de um contexto histórico adverso.

Ainda convém abordar os caminhos necessários para reverter tal cenário problemático na contemporaneidade. Portanto, faz-se preciso desconstruir para, então, construir. Diante disso, cabe às instituições educacionais concomitante com o apoio familiar elaborar estratégias que sejam capazes de formar indívuos com capacidade crítica, e, sobretudo, pessoas instruídas a respeitarem a pluralidade universal. De acordo com a escritora Hellen Keller, “o resultado mais sublime da educação é a tolerância”, isto é, a discriminação racial somente será extinta quando houver a quebra de paradigmas, para, finalmente, haver a construção de uma nova realidade.

Em virtude dos fatos mencionados, torna-se lúcido perceber que medidas fazem-se necessárias. Logo, cabe ao Ministério da Educação ao lado das instituições educacionais elaborarem paletras que tratem da diversidade étnica e, sobretudo, aborde o passado escravocrata do país, por meio da incrementação de conferências educativas na Base Nacional Comum Curricular, para, então, haver a abordagem em todo corpo educacional, a fim de, finalmente, deixar para trás o passado vergonhoso, e, reconhecer como verdadeira a teoria didárica da escritora Keller.