ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 22/09/2021
O livro “Cidadã de Segunda Classe”, da autora nigeriana Buchi Emecheta, retrata a personagem Adah, uma mulher negra que enfrenta a dura realidade do racismo, uma vez que imigra para uma cidade europeia predominantemente branca. Fora da ficção, o racismo também é persistente na sociedade brasileira. Dessa forma, é necessário combater essa prática, por meio do fortalecimeto dos centros de promoção da cidadania e das escolas adotarem projetos que incentivem a inclusão racial.
Em primeira análise, para se combater o racismo no Brasil é preciso fortalecer o centros que fomentam a cidadania, uma vez que pode-se elucidar que o preconceito está enraizado na sociedade, como algo cultural. Segundo o filósofo Pierre Bourdieu, em sua “Teoria do Habitus”, os indivíduos incorporam um determinado comportamento do meio, passando a naturalizá-lo e reproduzi-lo. Dessa forma, atitudes racistas são perpetuadas na sociedade e repassadas através das gerações. Nesse sentido, é necessário que as Organizações Não-Governamentais (ONGs) atuem na promoção da cidadania, visto que agem por meio de campanhas e projetos de apoio a diversidade e aceitação de todos. Exemplo disso é a CDC (Centro de Cidadania e Desenvolvimento), a qual atua no apoio e desenvolvimento de iniciativas de inclusão social. Assim, podem provocar reflexões e uma resposta positiva da sociedade no combate ao racismo.
Ademais, a escola, enquanto transformadora social, tem papel de desenvolver o pensamento crítico do aluno, a fim de formar cidadãos capazes de construir uma sociedade mais inclusiva. Nessa perspectiva, elas devem atuar para contribuir com a inclusão racial, por meio de projetos incentivadores para combater o racismo. Dessa forma, a lei que tornou obrigatório no país o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira nas escolas completou 15 anos da sua promulgação. No entanto, ainda não foi efetiva para diminuir o racismo, uma vez que o país ainda enfrenta uma série de desafios para acabar com esse entrave e promover mais equidade para essa população. Desse modo, ainda é preciso efetivar a aplicação do ensino da história e da cultura negra nas escolas.
Portanto, é preciso medidas para combater o racismo no Brasil. Para isso, urge que o Governo federal, responsável pelas políticas fiscais do país, promova leis de incentivo fiscal às ONGs que fomentem a inclusão racial, por meio que os indivíduos e empresas doem para organizações sociais com restituição, ou seja, abatendo o valor doado do imposto pago, a fim de estimular maiores doações para o desenvolvimento e realização dos projetos dessas instituições. Ademais, cabe ao Ministério da Educação aplicar efetivamente a história afro-brasileira nas escolas, por meio da capacitação dos professores para abordar o ensino nas aulas, a fim de romper o racismo desde a formação escolar.