ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 21/09/2021

No livro “Sobrevivendo no inferno”, é relatado o difícil cotidiano enfrentado por negros e periféricos do Brasil. Nesse viés, essa obra literária foi inspirada em situações reais e locais, o que instiga o seu público ao pensamento crítico acerca dos caminhos para combater o racismo no país. Logo, faz-se imperiosa a análise da importância escolar e do Estado perante a situação apresentada.

Deve-se destacar, primeiramente, a importância da escola no combate ao racismo no país. Mormente, o pedagogo Paulo Freire afirma que: “A educação muda as pessoas, logo elas mudam o mundo”, o que exemplifica a singularidade da pedagogia na transformação social. Nesse contexto, por ser um espaço de formação de opiniões e conhecimentos, o ambiente escolar é um caminho ímpar na junção do ensino didático ao social em prol da luta contra o preconceito racial. Desse modo, nota-se o caráter fundamental dos espaços educativos para uma mudança de perspectiva da sociedade e suas problemáticas.

Ademais, cabe ressaltar a postura do Estado perante os caminhos para combater o racismo no Brasil. A saber, na música “A vida é desafio”, do grupo Racionais Mc’s, é afirmado que: “500 anos de Brasil e o Brasil aqui nada mudou”, uma crítica direta à sociedade e ao sistema político local. Nesse seguimento, é essencial que o governo use do seu poder para reparar uma problemática histórica e estrutural, uma vez que o preconceito racial está enraizado na sociedade brasileira e necessita de medidas administrativas. Constata-se então, a importância das ações governamentais para a mudança da realidade atual.

Portanto, medidas devem ser tomadas para combater o racismo no Brasil. Inicialmente, o Governo Federal deve, por meio do Poder Executivo, intensificar as fiscalizações aos crimes raciais, para que possa punir os responsáveis, a fim de combater esse problema na sociedade local. Seguidamente, o Ministério da Educação deve, por intermédio de palestras nas escolas, esclarecer a pluralidade do país, objetivando mostrar as consequências aos intolerantes, e finalmente mudar a perspectiva hodierna. Dessa forma, será cada vez mais raro os fatos assim como os relatados no livro “Sobrevivendo no inferno”.