ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 27/09/2021

A socióloga alemã, Hanna Arendt, afirma que o “mal” está incrustado na sociedade de forma sutil, automático e perigoso. Dessa forma, a pensadora enfatiza que o racismo se tornou comum em nossa sociedade, no qual, infelizmente, é praticado de forma natural pelos indivíduos. Diante disso, torna-se notório o importante papel das escolas e a mobilização social nas redes sociais como caminhos para combater o preconceito racial no Brasil.

Em primeira análise, vale ressaltar o fundamental ofício das instituições educacionais na luta contra a discriminação racial, visto que, por meio da educação, exercem o objetivo de moldar a mente dos futuros cidadãos, tornando-os pessoas mais tolerantes. À vista disso, é necessário que a sala de aula seja um espaço de inclusão e debate sobre as diferentes raças, visando o combate a tal forma de preconceito. Por esse motivo, foi ratificada a lei n° 11.645/2008, tornando obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira em escolas públicas e privadas de todo Brasil.

Ademais, as redes sociais são um importante meio de acolhimento para o corpo social que sofre racismo, em virtude da vítima ter voz para comentar sobre o crime de ódio. Desse modo, influenciadores negros e de outras etnias compartilham e incentivam internautas a argumentar sobre o tema, elaborando um sentimento de representatividade e contribuindo na construção de uma sociedade antirracista. A exemplo disso, a cientista política e ativista, Naila Neves, criou uma conta na mídia social afim de mobilizar a comunidade e denunciar delitos de descriminação na favela.

Depreende-se, portanto, que existem caminhos para combater o preconceito de raças no Brasil. Dessarte, para intensificar a luta e aumentar seu alcance, é vital que o Governo Federal, em parceria com diversos colégios e faculdades, promova palestras sobre identidade racial e financie psicólogos para auxiliar os alunos no processo de conscientização, isto posto, contribui na formação de cidadãos benévolos. Além disso, o Estado, em cooperação com grandes firmas midiáticas, deve criar páginas online nas redes sociais, com o intuito de intensificar as queixas de racismo.