ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 28/09/2021

O filme “Decima terceira Emenda” monstra o fim da escravidão nos Estados Unidos (EUA) e o inicio de uma segregação pública entre pessoas “com” e “sem” cor, e os desafios vividos pelos de cor para serem incluidos na sociedade pós-escravista. No Brasil (BR), esta segregação, tal qual visto no filme, ocorreu, todavia, de forma mais velada. Isto é, tal qual no outro país, dentro do BR não se criaram politicas para incluir o negro, restando para eles um caminho marginalizado, ou seja, as margens dos direitos. Infelizmente, o resultado isso foi devastador que foi a criação de um preconceito denominado racismo. Todavia, não existem razões para sua manutenção, devendo a sociedade compreender que a cor não pode definir o carater pois todos são iguais, e ainda que devem ser ofertados meios para o negro ser mais inserido na sociedade, corrigindo erros históricos referentes a colonização.

Em primeiro ponto deve ser observada que a Constituição Federal (CF) de 1988, vigente no Brasil, em seu artigo 5º garante que o racismo é crime, reconhecendo que todos independentemente de raça ou cor são iguais perante o Estado. Esta conclusão deveria ser comum a todos, porém, como no filme “Olhos que condenam”, que demonstra o preconceito policial com a raça de um menino que gerou seu assasinato, na vida fora das telas das televisões a raça pode ser um fator real de exclusão social de alguém ou de um grupo. Situação que deve ser combatida pelo Governo e sociedade pois se tratam de pré ideias de segregação fundadas fora de parametros lógicos.

Continuadamente, as classes geradoras deste preconceito de raça devem reconhecer sua situação para poder trazer a diferença para o momento atual. No Brasil colonial diversos negros e índios foram forçados à escravidão, porém, com a abolição da escravatura, o país não trouxe soluções de inserção destes grupos na economia abandonando-as nas ruas sem quaisquer perspectivas de mudança social. Tal fato histórico tem exclusão pois foi por esta razão que algumas raças seguiram marginalizadas pela extrema exclusão, gerando aumento da criminalidade, mortalidade, e desigualdade para estes.

Portando, reconhecer que uma cultura brasileira gerou caminhos para o racismo atual, é o primeiro passo para trazer novos caminhos para encerrar tal segregação. Desta maneira, cumpre o papel fundamental do Governo, Estado e Municípios de atuar dentro das Universidades, Escolas e Maternais, respectivamente, para desde cedo ensinar que a raça não deve ser fator de segregação, realizando palestras e aulas interativas sobre o tema e legislação associada, além disso, novamente o Governo deve entrar em contato com emissoras de Televisão aberta para que estas, vez por semana, apresentem obrigatóriamente filmes com a tematica de combate ao racismo, para que mais pessoas possam ser concientizadas da história e necessidade de auxiliarem no combate desta descrição.