ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 27/09/2021
‘‘O movimento Black Lives Matter’’ (Vidas negras importam) ganhou força no mundo após o assassinato de George Floyd, um estadunidense que, devido ao racismo de policiais brancos, teve seu direito à vida ignorado. De forma análoga, no Brasil, país onde o preconceito é uma forte marca, cidadãos negros lidam diariamente com a descriminação racial. Assim, a fim de traçar caminhos para combater o racismo no país, é fundamental debater as motivações históricas bem como as consequências dessa problemática para o cenário nacional.
Em primeira análise, vale ressaltar que o processo de colonização do Brasil foi acompanhado pela ideologia do Darwinismo Social, criada por Herbert Spencer, a qual prega a superioridade racial de brancos sobre os negros e colaborou para a inserção do preconceito na sociedade. Nesse sentido, mesmo passados 500 anos, o racismo marca presença na vida dos negros, como no olhar inviesado a eles ou na forma preconceituosa de tratamento. Dessa forma, medidas são urgentes para alterar os resquícios do Brasil escravista e oferecer à população preta o respeito que lhes é devido.
Com efeito, a marginalização de cidadãos negros é consequência direta do racismo no corpo social. Tal fato é evidenciado pela favelização do país, a qual é composta, em sua maioria, por negros, ao passo que, nos altos cargos públicos, é percebida uma porcentagem de brancos muito superior. Essa situação é estudada pelo geógrafo Milton Santos, o qual afirma existir um ‘‘apartheid à brasileira’’, visto que a segregação espacial do Estado está, de forma notória, atrelada à cor dos indivíduos.
Portanto, caminhos são necessáros para combater a descriminação racial no país. Logo, urge que as mídias, veículos de influência social, ofereçam uma maior visibilidade aos movimentos negros do país. Essa ação deverá ser feita por intermédio de campanhas de conscientização antirracismo nas redes sociais de influenciadores negros, a fim de estimular a luta contra o preconceito. Só assim, será possível acabar com as marcas do Brasil escravocrata e mostrar que vidas negras, de fato, importam.