ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 22/09/2021

O seriado “The Umbrella Academy” apresentou em um de seus episódios uma revolta que a população negra da cidade fez contra uma lanchonete que proibia sua entrada. Em analogia, no país, nota-se que essa discriminação racial não ocorre de maneira diferente, o que exige medidas mitigadoras que visem reeducar tanto as vítimas quanto os agressores, para combater os causadores dessa problemática.

De início, deve-se ressaltar que ações de combate serão iniciadas quando os atingidos pelo preconceito tomarem consciência disso. Nessa lógica, é fulcral rememorar o pensamento do pedagogo brasileiro Paulo Freire, o qual cita que “A educação não muda o mundo, educação muda pessoas e pessoas mudam o mundo”. Não distante dessa lógica, percebe-se a importância de alertar indivíduos que sofrem de discriminação acerca dos seus direitos na sociedade, já que a Carta Magna do país garante a isonomia social, mas não se efetiva na prática. Em consequência, diante da ciência de que eles são cidadãos assim como os outros, mobilizações sociais poderão ser criadas pela população negra, com o objetivo de defender garantias sociais igualitárias. Desse modo, é fundamental a mediação da escola em educar seus estudantes a respeito de que equidade não depende da cor da pele.

Além disso, cabe avaliar o porquê de como agressores contribuem com essa problemática, a fim de buscar meios de solucioná-la. Nesse viés, já que sua raiz se dá em aspectos históricos da nação, os quais tratar com desprezo a população negra, até mesmo depois de 1888, era considerado normal, a solução desse problema se dá em campos educacionais. Ou seja, a mentalidade do país deve ser alterada se a meta for combater o racismo, haja vista que a naturalização desse problema, como consequência da falta de uma educação eficiente, tornou-se muito presente. Dessa forma, para que a história brasileira tome caminhos diferentes, é importante que práticas de preconceito racial sejam esclarecidos aos preconceituosos como condenáveis e errados, para que esse crime seja exceção.

Portanto, mediante os fatos expostos, urge-se a necessidade de medidas mitigadoras no campo educacional. Para tal, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas e psicopedagogos, deve visar as pessoas que sofrem e quem causa esse sofrimento racial, por meio da criação de campanhas e projetos mensais, estes que especificamente incluiam os estudantes, os quais devem apresentar trabalhos interativos sobre a importância da empatia e do respeito à miscigenação brasileira. Isso tem o objetivo de garantir que a população negra defenda seus direitos e os discriminadores sejam reeducados a respeito do seu comportamento e, assim, o racismo estará menos presente na sociedade.