ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 22/09/2021

Em maio de 1888, foi assinada no Brasil a Lei Áurea que extinguiu a escravidão no país. Embora libêrtos os ex-escravos não possuiam nenhuma forma de se integrar a sociedade bastante segregacionista, sendo obrigados a viver a margem dessa sociedade. Trazendo para a atualidade, percebe-se que mesmo após diversas gerações os brasileiros ainda possuem uma mentalidade racista sendo necessária uma mudança tanto na estrutura social, quanto na mentalidade dos invíduos dessa estrutura.

O primeiro aspecto a se considerar é, sem dúvida, o fato de assim como na obra naturalista de Aluísio de Azevedo, O cortiço, a segregação social dos ex-escravos era visível na forma como eram tratados pela sociedade de uma forma animalesca, como também de forma fisíca pelos locais de vida. Tal carecterística atrapalhou a adaptação dessa grupo a sociedade brasileira, que por ventura de uma má distribuição urbana, era condicionados apenas lugares afastados dos centros urbanos, locais onde não haviam a minímas condições de serem habitáveis. Acabaram assim por sofrerem descriminação que de certa forma poderia, e ainda pode ser corrigida integrando os indíviduos a sociedade, por meio de melhorias de deslocammento e qualidade de vida nesses locais.

Além disso, percebe-se, que assim como a segregação continuou, a mentalidade do século XIX ainda está presente em alguns brasileiros. Atualmente no Brasil racismo, se tornou um crime inafiançável, passo muito importante no combate ao racismo, entretanto devido a precariedade na investigação diversos casos não são levados a tona. Com isso os culpados não seram identificados nem condenados pelas autoridades. Dando a impressão que o Brasil, mesmo sendo a 12ª maior economia do mundo de acordo com o fundo monetário de investimentos (FMI), possui características de países de ideários fundamentalistas, deixando os culpados de injúria racial impunes.

Portanto, é urgente, que esse cenário retrógado seja modificado. Para isso é preciso que a polícia civíl, responsável por crimes ligados ao racismo, esteja em pleno funcionamento atráves de investimentos, direcionados pelos governos estaduais. Afim de ser identificados e penalizados os indivíduos que cometam o crime de injúria racial. Ademais, é importante uma integração de individúos espacialmente distaciados do grandes centros, devido a fatores históricos, para isso será necessário um investimentos em transportes publicos conectando as periferias ao centro, de forma justa e igualitária garantindo uma maior equidade na vida social da população. Tais ações tem a longo prazo o poder de mudar um paradigma, infelizmente perpetuado desde o inicio da escravidão e não solucionado em sua extinção a mais de uma década.