ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 27/09/2021

O racismo é algo repudiado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), Constituição de 1988 e pela Lei, brasileira, criada um ano depois da Constituição Cidadã. Porém, é notório que grande parte da população ainda perpetua essa prática condenável. Sob tal perspectiva, é preciso trazer à tona o debate sobre como os cinco pontos do desenvolvimento humano são influenciados pelas práticas racistas, bem como a escola pode combater a injúria racial no Brasil.

A priori, é preciso definir que o racismo impossibilita a existência do desenvolvimento humano. Pois, segundo Bentinho, sociólogo brasileiro, o desenvolvimento humano só existirá se a sociedade civil afirmar cinco pontos fundamentais: igualdade, diversidade, participação, solidariedade e liberdade. Nessa visão, a igualdade e a diversidade são afetadas, visto que não existe a aceitação do diferente. Isso ainda se agrava, dado que vivemos em uma sociedade democrática que tem como base o apreço pelo distinto. Com isso, é preciso que existam ações afirmativas nas escolas, a fim concretizar o que está proposto da Carta Magna.

Outrossim, é nítido que muitas dessas agressões começam nos centros educacionais como escolas e faculdades, por isso esse é o melhor lugar para começar o combate ao racismo. Conforme, Edgar Morin, sociólogo francês, afirma, com conceito de ´´pensamento sistêmico``, que é preciso ir além de um pensamento linear, sendo necessário se preocupar com as relações de causa e efeito. Essa questão é pertinente, uma vez que muitas escolas têm o foco direcionado aos vestibulares e ao mercado de trabalho e negligenciam as abordagens sociais como a injúria racial. Nessa ótica, é fundamental que a escola seja o ponto de partida para combater o racismo no Brasil, tendo como foco questões sociais de raça e etnia. Desse modo, é essencial que esses centros educacionais estejam incluídos nessas ações afirmativas.

Portanto, é fato a importância de combater o racismo no Brasil. Com isso, é preciso que o Congresso, responsável pelo Poder Legislativo, crie uma PL (proposta de lei) que busque combater o racismo com palestras dadas em escolas amparadas pelo MEC (Ministério da Educação) por profissionais, como psicólogos e pedagogos, que esclareçam a DUDH e favoreçam uma sociedade plenamente mais democrática por aceitar as diferenças. A fim, de constituir uma sociedade que afirme os cinco pontos fundamentais do sociólogo brasileiro Bentinho.