ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 22/09/2021
“Uma das características da cultura é tornar normal o que não é.” A afrimação atribuída ao historiador brasileiro, Leandro Karnal, simboliza claramente o comportamento social diante dos desafios para combater o racismo no Brasil, visto que é justamente a normalidade com que a sociedade trata a discriminação com base em diferenças biológicas que a enraíza e a aprofunda como problemática no Brasil. Assim, tal situação persistir atualmente no país tem como causa inegável a banalização da opressão, que historicamente silencia a problemática. Nesse sentido, aprofundam essa vicissitude não só a raiz histórica, como também a displicência estatal.
Em primeiro lugar, é importante destacar que já houveram tentativas de amenizar esse cenário, em 1888, com a promulgação da Lei Auréa que abolia a escravatura no Brasil, os negros puderam ter uma nova pesperctiva de mundo e de liberdade, contudo não ocorreu uma política de integração, contribuindo para a marginalização da população recém liberta. Ainda nos dias de hoje, é possível ver como a herança colonial impacta a sociedade, tendo em vista que os índices de mortalidade e analfabetismo de pessoas negras, são mais elevados, comprovando a omissão e falha de órgãos públicos em construções de políticas nacionais, visando diminuir tal disparidade.
De acordo com a Declação Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas), todos os cidadãos, sem qualquer distinção, tem direito ao bem-estar social. Toda via o cenário brasileiro que contribui para a segregação, impede que isso aconteça na prática. Bob Marley, foi um cantor, o mais famoso músico de reggae de todos os tempos, afirmou em uma canção, “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho nos olhos, haverá guerra”, fica claro que é necessário o fim do preconceito para haver uma sociedade mais justa, desta forma é de extrema relevância que o Estado faça maiores intervenções, como mudar a grade curricular do ensino fundamental e debater o racismo com crianças, para que tenha uma mudança de mentalidade, que sejam feitos novos projetos de leis, ampliação do sistema de cotas e com auxílio do ministério do trabalho as vagas de emprego tornem-se mais acessíveis.
Entende-se, diante do exposto, a necessidade que o Estado tome providências para combater o racismo no Brasil. Para a conscientização da população brasileira, urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas gorvenamentais, companhas publicitárias detalhando a problemática e esclarecendo os seus impactos na sociedade, além de buscar formas de diminuir a marginilização, através de projetos sociais. Somente assim será possível combater a desigualdade racial, em busca de um mundo mais justo e inclusivo.