ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 23/09/2021
Segundo a filósofa francesa Simone de Beavouir, em seu conceito de “invisibilidade social”, pessoas consideradas “inferiores” são apagadas e marginalizadas dentro da sociedade. Sob essa perspectiva, faz-se importante investigar porque, no Brasil, país tão rico em diversidade étnica, pessoas não brancas ainda são inferiorizadas. Dessa forma, a mentalidade arcaica da população e a insuficiência prática no que diz respeito as leis raciais referem um quadro a ser revertido.
Primeiramente, é de suma importância destacar que a forma de pensar de muitos brasileiros se faz um obstáculo para o combate ao racismo no país. Tal ideia se vê intimamente ligada ao conceito de racismo estrutural, ou seja, a discriminação já enraizada na mentalidade social. Nessa perspectiva, é possível observar que instituições abomináveis, como a Ku Klux Klan e o partido nazista se viram possíveis graças a essa normalização do preconceito racial e o pensamento de superioridade de certo grupo fundamentada no etnocentrismo branco.
Ademais, a implementação efetiva das leis voltadas ao racismo ainda é um problema enfrentado pela sociedade brasileira. É importante ressaltar que tal problema vem de séculos atrás, quando a Lei Áurea, assinada em 1888 (mais de um século atrás) aboliu a escravidão, mas não promoveu a inclusão social dos escravos libertados, cujos descendentes sofrem e batalham até os dias atuais pelo seu lugar no mundo.
Portanto, os caminhos para combater o racismo no Brasil surgem do combate à esses problemas. Para isso, o Ministério da Educação deve promover a mudança do pensamento antiquado da população, implementando nas escolas o ensino obrigatório de consciência negra (uma matéria na qual seria ensinada a cultura e a religião desse povo, de modo a validar sua identidade), a fim de diminuir o preconceito da nova geração e moldar indivíduos menos intolerantes. Em paralelo, o Ministério da Justiça deve melhorar seu sistema de leis. Desse modo, a ideia de invisibilidade social racial não será mais uma realidade no Brasil.