ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 24/09/2021
Segundo a ideia da filósofa Angela Davis “Numa sociedade racista, não basta não ser racista, é preciso ser antirracista”, é fundamental a ação da comunidade branca para o combate desse preconceito. Diante disso, nota-se que o povo brasileiro ainda tem muito a aprender para superar essa questão. A partir disso, faz-se imperioso analisar a necessidade de responsabilizar a população, bem como o que impede tal ato, a citar, a negação do racismo no Brasil, a fim de propor soluções.
O primeiro aspecto a se considerar é que para o racismo ser erradicado no Brasil, é preciso responsabilizar quem reproduz esse preconceito e não apenas culpar essas pessoas. Nesse pensamento, Djamila Ribeiro, filósofa brasileira, escreveu em seu livro “Pequeno Manual Antirracista” que a culpa leva à inércia e a responsabilidade leva à ação. Assim, após a conscientização, é imprescídivel que esses indíviduos procurem estudar sobre o assunto e se tornem antirracistas, ou seja, promovam e valorizem a cultura negra e as pessoas de cor.
Ademais, é evidente que o racismo no Brasil é diferente de muitos países, nos quais o preconceito é institucionalizado, escancarado. No país, a discriminação é velada e por isso, uma parcela significante da população nega a sua existência. Prova disso é a pesquisa da Revista Veja em parceria com o Instituto Paraná Pesquisas, a qual revelou que mais de um terço dos brasileiros acham que a nação não é racista. Isso gera uma estagnação da luta contra à intolerância, pois, para esses indivíduos, se o racismo não é presente na sociedade, não há nada a ser combatido.
É urgente, portanto, que o Ministério da Cidadania, responsável pela Secretária de Desenvolvimento Social, crie palestras que devem educar a população sobre a sua responsabilidade no enfrentamento do racismo. Tal ação deve ocorrer por meio da contratação de filósofos, sociólogos, educadores negros, com o intuito de tranformar o Brasil em um país antirracista.