ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 24/09/2021
Durante o Brasil colonial, os escravos, negros e indígenas, eram tratados como animais, seres inferiores. Mesmo após a Lei Áurea, a qual aboliu a escravidão no país, os ex-escravizados foram excluídos da sociedade e tiveram que viver em áreas periféricas. Tais acontecimentos deixam evidente que o racismo não é um problema recente, mas sim historicamente construído. Dessa forma, para o combate dessa prática, existem dois caminhos: a influência por parte da educação e a adoção de campanhas.
Primeiramente, é importante informar que educação não se define apenas pela forma acadêmica, mas também pela doméstica, a qual ensina a viver em sociedade de maneira harmônica e respeitosa. Procur isso, Paulo Freire, educador brasileiro, afirma que a educação transforma as pessoas e elas mudam o mundo. Ou seja, com conhecimento e sabendo viver com o diferente é possível mudar o planeta, como a população pensa. Portanto, é viável combater o racismo no Brasil .
Além disso, campanhas podem auxiliar na conscientização da sociedade, que continua excluindo a população de raça não-branca. Da qual, a maior parte continua vivendo em áreas periféricas e é frequentemente vítima de racismo e injúria racial. Esse modo de viver vai contra uma Declaração Universal dos Direitos Humanos, que afirma que todo ser humano nasce igual em dignidade e direitos, independentemente de sua raça ou outra distinção, pois, a realidade vivida pelos que são vistos como minoria é completamente diferente. Sendo assim, é fácil perceber que essas pessoas não vivem, sobrevivem.
Diante do exposto, é notável que para combater o racismo no Brasil, as família e instituições acadêmicas, possuem o dever de educar os mais jovens por meio de conversas, aulas, palestras, debates, os quais abordarão a importância de conviver com o diferente e que ninguém merece ser destratado, menosprezado apenas por ser de outra raça ou por qualquer outra distinção. Dessa forma, os jovens não irão continuar com os velhos preconceitos e poderão difundir o que aprenderam, ajudando a conscientizar a sociedade. O que também pode ser feito através de campanhas elaboradas pelo Ministério da Educação, as quais podem ser compartilhadas via rádio, televisão, jornal, revista, redes sociais e irão mostrar que, segundo a Constituição Federal de 1988, todos devem viver bem apesar das diferenças. Também mostrarão as consequências do racismo e as sequelas que pode deixar nas vítimas. Com isso, aqueles que sofrem passarão a ter seus direitos respeitados, deixarão de sobreviver e passarão a viver.