ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 24/09/2021
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos- Promulgada pela ONU( Organização das Nações Unidas) em 1948- todos os indivíduos são iguais em liberdade e direitos e devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. Entretanto, não é possível dizer que esse ideal se concretiza, uma vez que o racismo ainda é uma mazela muito presente na sociedade brasileira e que assola as relações sociais além de obstaculizar a vida dos que sofrem esse preconceito. Desse modo, é preciso informar a população acerca das dificuldades históricas que as minorias sofreram para incentivar o respeito e a empatia, e assim, combater o racismo.
Deve-se pontuar,a princípio, que é essencial exaltar a alteridade e o respeito quando se trata de relações sociais, pois sem eles a sociedade torna-se injusta e inóspita aos que são considerados inferiores. Nesse viés, o médico e escritor Moacyr Scliar, no livro " Um sonho no caroço de abacate", retrata a discriminação, exclusão e intolerância que os amigos Mardoqueu e Carlos enfrentam por causa da sociedade preconceituosa, esse por ser negro e aquele por ser judeu, ao mesmo tempo em que o Padre Otero, que respeita e valoriza todos os indivíduos, busca ajudá-los a estudar e ter uma vida melhor. Diante do exposto, é notório que o respeito e empatia são necessários entre todos que compõem o corpo social para o enfrentamento definitivo dos preconceitos, inclusive o racial.
Outrossim, o racismo no Brasil, bem como na maior parte do mundo, é resultado de um processo colonialista escravocrata no qual os negros e indígenas eram considerados inferiores etnicamente, e por isso, o trabalho compulsório deles era considerado apropriado. Nessa perspectiva, é nítido que o preconceito racial no Brasil tem motivação histórica e a persistência da mentalidade escravocrata e discriminatória contribui para a propagação do discurso de ódio e ações violentas contra a população que sofre preconceito. Logo, deve-se informar a população sobre os entraves que os negros sofreram ao longo da colonização,e que ainda sofrem, para não apenas sensibilizar o corpo social, mas também conscientizá-los para a possível necessidade de medidas de reparação.
Portanto, indubitavelmente, o preconceito e a discriminação racial no Brasil têm motivação histórica e é imperativo combater a mentalidade retrógrada para superar essa problemática. Nesse viés, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com governos estaduais e municipais, promova palestras, discussões e aulas frequentes desde o ensino fundamental em relação aos perigos do preconceito de forma lúdica, expondo essa questão por meio de gráficos de violência, estatísticas de discriminação e mortes motivadas por racismo para que os jovens entendam logo cedo quão maléfico o racismo é , e dessa maneira,desenvolvam a fraternidade que a ONU espera de todos.