ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 27/09/2021
Sob a visão da teoria da ‘‘Sociogênese do dualismo branco- negro’’, do pensador Frantz Fanon, o negro nascia para ‘’não ser’’ desde 1500, quando iniciou-se a colonização brasileira, tendo concedida a negação da sua subjetividade. Mesmo com a abolição da escravidão, no século XIX, o que se observa é a segregação velada desse grupo na população, o qual é colocado em posições despreziíveis dentro da sociedade. Nesse contexto, surge a difiuldade para se combater o racismo no Brasil, haja vista o preconceito enraizado. Portanto, erradicar o mito da ‘‘democracia racial’’ existente, assim como analisar a omissão estatal quanto ao combate são caminhos a serem trilhados.
Em primeiro lugar, é preciso enxergar a problemática de acordo com sua realidade e deslegitimar a nefasta crença de que no Brasil não existe preconceito de raça. Ideia assegurada pelo mito da ‘‘democracia racial’’ defendido pelo sociólogo Gilberto Freyre, o qual acreditava na cordialidade nas relações entre senhores e escravos e que, por isso, ambos possuiam os mesmos direitos e oportunidades. Entretanto, o observado na prática é a repudiante marginalizacação do negro, com os desejos que regem o cotidiano desautorizando a sua humanidade de modo banalizado. Sendo assim, boa parte da população não se vislumbra como racista justamente porque é inserida num sistema preconceituoso e ensinada a dissiminá-lo como uma prática cotidiana e normal.
Ademais, cabe analisar o papel do Estado quanto à omissão de projetos para garantir a igualdade e valorização de todos os grupos, Isso porque, segundo o filósofo Lev Vygostky as instituições públicas não deveriam se distanciar da vida social de seus participantes. No entanto, sabe-se que mesmo o Brasil sendo um país construido sob bases racistas desumanas e da enorme dificuldade para retratar essa questão, a escola negligência o ensino da história de cultura afro-brasileira- obrigatória desde 2003. O resultado disso é que o negro ainda é retratado pela visão etnocêntrica de mundo e muitas vezes excluídos, ou seja, não há a quebra do pensamento preconceituoso por falta de representatividade e o racismo continua instaurado.
Logo, é dever do Estado repensar a atitude tomada e, a partir disso, o MEC, precisa obter um planejamento que efetive o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas, valorizando a importância desse grupo para a rica miscigenação do país. Além de desromantizar a visão etnocêntrica de harmonia entre escravos e senhores, mas sim, retratando a história de luta e perseverança dos negros. Assim comecará a quebra do pensamento preconceituoso e o racismo será erradicado no Brasil. Desse modo, a sociogênese dualista de Fanon se anularar