ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 24/09/2021

Segundo a Constituição Federal Brasileira de 1988, todos são iguais perante a lei, independente da cor, gênero, raça, etnia ou religião. Entretanto, nos dias atuais, a ocorrência da prática do racismo é uma realidade no Brasil. Desse modo, cabe analisar as medidas necessárias para o fim de tal problemática como medidas governamentais para o fim da sociogênese de raças e a conscientização acerca do preconceito interiorizado na sociedade.

Primordialmente, em meados do século XVI, no período colonial brasileiro, com  o ínicio da escravidão da população negra vinda da África, consolidou-se a grande desigualdade racial até hoje existente. Nesse mesmo viés, segundo a teoria do filósofo Frantz Fanon, a superioridade de raças é originada pela sociogênese do dualismo branco-negro, o qual o branco é sempre visto como superior na sociedade. Visto isso, é necessário que o governo, como gestor dos direitos coletivos, através do contrato social, teorizado por Jean Jacques Rousseau. garanta a igualdade de todos os seres humanos e coloque fim no dualismo histórico existente de raças.

Ademais, é notório perceber o contínuo caso de discriminalização de cor e raça na era contemporânea. Sob essa perspectiva, de acordo com o sociólogo Pierre Bordieu, a sociedade está inserida no “Habitus”, o qual consiste na exteriorização da interiorização de maus costumes, como o racismo. Dessa forma, mesmo que o Brasil possua mais da metade da população negra ou parda, segundo dados do IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a continuação do hábito de exercer o preconceito é uma realidade. Visto isso, a conscientização em massa acerca desse problema precisa ser efetivada.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Governo Federal, como gestor dos direitos coletivos, juntamente com o Ministério da Educação, garantir o fim da desigualdade racial, por meio da melhoria do ensimo primário, fundamental e médio através de uma reforma geral no processo de educação do país, com  o objetivo de permitir que todos possuam a mesma oportunidade e, por fim, que a sociogênese do dualismo branco-negro não exista. Além disso, faz-se necessário que o Ministério da Comunicação promova a diminuição dos casos de discriminalização e preconceito, por meio da conscientização de massa através de propagandas que evidencie o maléficio do racismo, com o objetivo de permitir a igualdade existente da Constituição Federal Brasileira de 1988.