ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 26/09/2021

Os negros representam no Brasil pouco mais da metade da população, sendo cerca de 54%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Apesar de serem numericamente superior, os negros são classificados como minoria, pois foram historicamente afastados do poder, dos estudos e do mercado de trabalho. Sendo assim, é necessário a análise de fatores que levem a caminhos para o combate do racismo, como a questão da representatividade negra como forma de resistência e aplicações de políticas de inclusão, como o sistema de cotas.

Em primeira análise, é necessário notar a importância da representatividade negra como uma das formas de combate ao racismo. O curta-metragem Hair Love, ganhador do Oscar de 2020, retrata sobre a representatividade do cabelo afro, infelizmente um fator que ainda é discriminado e o impacto na autoestima das crianças negras, de forma dinâmica e de fácil entendimento. Portanto, é importante perceber o quão a visibilidade de questões raciais são necessárias e precisas, modificando de alguma forma vidas negras. Sendo assim, é preciso que haja a representabilidade em vários âmbitos da sociedade, sendo do poder aos estudos.

Em segunda análise, outro pilar importante para o combate ao racismo são as aplicações de políticas de inclusão na sociedade. A lei de cotas, sistema que exige que as universidade e institutos federais reservem metade das vagas para estudantes de escola pública oriundos de família de baixa renda e autodeclarados negros, pardos ou indígenas. Contudo, o sistema de cotas tem como objetivo corrigir questões históricas, oferecendo oportunidade aos negros e índios terem acesso a educação superior e consequentemente ao mercado de trabalho. Logo, é necessário que políticas de inclusão sejam valorizadas e aplicadas de forma justa.

Em virtude dos argumentos apresentados, infere-se que são necessárias medidas que favoreçam caminhos para o combate ao racismo. Para isso, é fundamental que o Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações incentive questões como a representatividade negra como forma de resistência e politicas de inclusão raciais, por meio de palestras, propagandas e campanhas as quais sejam realizadas em centros comunitários, institutos educacionais e projetos que abordem a necessidade da luta contra o racismo, revelando seus malefícios para a sociedade brasileira. Isso deve ser realizado a fim de que os negros, representando mais da metade da população brasileira e mesmo assim considerados minorias em mercados de trabalho e estudos, tenham seu lugar e direito na sociedade, não havendo desigualdade.