ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 26/09/2021
Em 1888, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea que determinaria o fim da escravidão legal no Brasil. Porém, um dos problemas na assinatura do documento foi a ausência de políticas públicas que objetivassem a inserção da população negra na sociedade moderna e urbana. Depois de mais de um século, as consequências desse período histórico persistem e contribuem para o racismo estrutural. Dentre essas consequências estão: as relações nocivas entre a polícia e a população negra e a baixa adesão da população negra ao ensino qualificado.
Em primeiro plano, há uma relação de descriminação racial enraizada nas corporações policiais do país. Pessoas negras são assassinadas e presas frequentemente por policiais preconceituosos, sendo George Floyd um bom exemplo da violência policial. Essas interpretações racistas acerca da população negra provém da ideia de que muitos negros estão relacionados às atividades criminosas, quando na verdade eles participam de um contexto histórico na qual foram segregados e marginalizados, onde muitos deles foram estimulados a morar em favelas e cortiços.
Em segundo plano , é evidente a desigualdade educacional entre a população afrobrasileira e branca. De acordo com o IBGE, a quantidade de jovens de 18 a 24 anos que cursam o ensino superior e são negros é metade da quantidade de jovens brancos nessa faixa etária. Tal realidade deriva- se da já mencionada segregação social a qual muitos negros tiveram que vivenciar, morando longe das escolas e faculdades e não possuindo condições financeiras para custear os estudos. Esses acontecimentos históricos dificultam a formação intelectual de jovens afrobrasileiros, algo que contribui para a realização de atos criminosos, onde eles buscam um meio para sobreviver.
Diante disso, é necessário um investimento em políticas públicas realizado pelo Ministério da Educação no ensino fundamental e médio. Por meio de construções de novas escolas e ampliação de ações afirmativas, o principal obejtivo será estimular a ingressão de crianças e adolescentes afrodescendentes na vida escolar. Junta-se isso, campanhas sociais do Ministério da Justiça que busquem a conscientização acerca do racismo estrutural e suas implicações. Sendo assim, a descriminação racial será gradualmente e progressivamente desconstruída e uma democracia racial começará a surgir no Brasil.