ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 27/09/2021

O Brasil, além de ser o último país ocidental a abolir a escravidão, o fez sem a realização de um projeto de inclusão dos ex-escravos na sociedade, resultando na marginalização desses grupos ao se amontoarem nas favelas e na desconfiança e discriminação do mercado de trabalho para com os mesmos. Após mais de cem anos de pouca mobilidade social dos núcleos afetados, faz-se necessária a discussão de meios para o combate ao racismo e o pagamento de uma dívida histórica nacional.

Devido ao pouco esforço dispendido pelo governo na integração social dos negros libertos, a segregação racial permaneceu presente mesmo após a abolição no fim do Império. As consequências desses atos portanto ecoam hoje nos milhares de descendentes desses indivíduos, que vivem em aglomerados populares, sem oportunidades no mercado de trabalho ou acesso à educação. O negro morador da favela está inserido em um meio onde pouco controle tem de seu destino, se tornando um produto das circunstâncias e muitas vezes sendo injustiçado por uma sociedade com raízes racistas.

Com o advento do século XXI, esses grupos que passaram anos oprimidos obtiveram uma voz ativa, realizando protestos e manifestações. Diante do aumento da visibilidade do movimento negro pelo fim da discrimanação, diversas empresas, veículos de mídia e órgãos  públicos aderiram à mobilização e começaram a incentivar a produção de propagandas que focassem na igualdade racial.

Dado o exposto, é mister que o Governo Federal, por meio de políticas sociais, tome a responsabilidade e promova condições que proporcionem a melhor educação e oportunidades no mercado de trabalho para os negros marginalizados, além de dar continuidade à propagação do discurso de igualdade racial, assim combatendo da maneira mais eficiente possível as práticas racistas.