ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 25/09/2021
No filme “Fruitvale Station”, lançado em 2013, narra a história de um jovem de 22 anos que perde o emprego e esconde a informação da sua família, por achar que é capaz de recuperar o trabalho. No entanto, a situação se complica quando o personagem acaba sendo vítima do racismo escancarado. Fora do trablado ficcional, na contemporaneidade, cenas como essas são vivenciadas rotineiramente, em que muitos indivíduos sofrem discriminações e agressões pela sua cor de pele, sendo um problema que perpétua há séculos. Nesse viés, é importante analisar a integração social dos negros e reconhecer que o racismo é um problema estrutural.
Constata-se, a princípio, que segundo Hannah Arendt, filósofa alemã, sobre a teoria da banalização do mal. Para ela, os seres humanos podem realizar ações inimagináves, do ponto de vista do preconceito e da agressão, sem qualquer motivação maligna. Sob essa ótica, o racismo é imposto pela sociedade como algo banal, em que muitos indivíduos cometem esse preconceito sem que eles percebam que estão fazendo o mal. Além disso, logo após a libertação dos escravos no Brasil, no qual a integração dos descendentes de africanos à sociedade brasileira deu-se principalmente pela via do “embranquecimento”, consequentemente, revelando até os dias atuais a discriminação racial como algo natural. Entretanto, a sociedade deve integrar os negros com a valorização de sua cultura, incluindo na educação e no mercado de trabalho para uma sociedade igualitária.
Faz-se mister, ainda, sailentar a Lei Áurea, de 1888, em que o Brasil foi o último país das Américas a aderir à libertação das pessoas escravizadas, a população negra que vivia aqui se viu livre, porém sem opções de emprego ou educação. Dessa forma, sendo considerado um “habitus”, teoria proposta por Pierre Bordieu, filósofo, no qual é concebido como um sistema de esquemas individuais, constituído de disposições estruturadas e estruturantes, adquirido nas e pelas experiências práticas, constantemente orientado para funções e ações do agir cotidiano. Desse modo, sendo a estrutura social que dita como seremos, e o reconhecimento desse racismo estrutural é de suma importância para o desenvolvimento da sociedade e o combate a esse “habitus” enraizado na cultura brasileira.
Infere-se, portanto, que o racismo é um mal para sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação, através de ações com as escolas, promover eficientes palestras e informações educacionais sobre o a integração social dos negros, a fim de amenizar a banalização da discriminação racial. Além disso, o poder midiático deve, por meio de propagandas, intensificar a informação e o reconhecimento do racismo estrutural na sociedade, visando erradicar o preconceito racial. Assim poder-se-á tranformar o Brasil em um país socialmente desenvolvido.