ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 25/09/2021

De acordo com a constituição de 1988, artigo 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. No entanto quando se analisa a causa racial no Brasil, percebe-se o descumprimento de tal lei. Visto que mesmo em um país com uma das maiores diversidades étnicas do mundo ainda existe preconceito e intolerância, os quais permanecem como um desafio a ser enfrentado por meio de maior efetivação das leis. Isso ocorre devido às raízes excludentes da formação nacional e aos estereótipos atribuídos aos afrodescendentes.

Primeiramente, é válido relembrar uma vergonhosa era da história da humanidade, a política de segregação racial que foi implementada na África do Sul e também ficou conhecida como Apartheid. Diante disso, a nova legislação dividia os habitantes em grupos raciais, e assim segregaram as áreas residenciais, a saúde, a educação e outros serviços públicos, privando os excluídos de frequentar lugares e de ter empregos superior aos brancos. Analogamente, no Brasil, infelizmente, a história se repetiu. Dessa forma, o país, o qual foi o último a libertar os escravos, não tomou medidas parar inserir o negro na sociedade, marginalizando-o e contribuindo para que ainda hoje haja racismo e preconceito. Logo, cabe ao Governo promover a inclusão dos negros no corpo social e promover uma reparação histórica por meio de cotas raciais em todas as áreas da esfera pública.

Ademais, é interessante ressaltar as palavras do cientista Albert Einstein: “Desintegrar um átomo é mais fácil do que acabar com o preconceito.” Desse modo, o Movimento Negro Unificado, defende que o estigma associado a essa população deve ser combatido com informação. Uma vez que, a desigualdade no Brasil é caráter estrutural e sistêmico, inquestionável e persiste com a fragilidade de políticas públicas para o seu enfrentamento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, por exemplo, os negros representam 75,2% do grupo formado pelos 10% mais pobres do país. Logo, é necessária adoção de medidas inclusivas e reparadoras como o incentivo a leitura de livros como o “Pequeno manual antirracista” escrito pela pedagoga negra Dijamila Ribeiro.

Portanto, é necessário que se reverta a mentalidade retrógrada e preconceituosa predominante no Brasil. Para tal, o Estado deve veicular campanhas de conscientização, na TV e na internet, que informem a população sobre a diversidade do país e a necessidade de respeito. Estas campanhas também podem, para facilitar a detecção e o combate ao problema, divulgar contatos para denúncia de casos de racismo. Concomitantemente, é fundamental o papel da escola de pregar a tolerância. Então, a escola deve promover palestras sobre as diferenças énticas e culturais do país, ministradas por especialistas nas áreas, a fim de quebrar estereótipos, preconceitos e tornar os jovens mais tolerantes.