ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 25/09/2021

Desde o início da colonização brasileira, o homem negro teve um espaço inferior ao homem branco, haja vista a escravização daqueles justificada somente pela cor e alicerçada na corrente do Darwinismo Social, a qual afirmava a existência de raça superior (branca) e inferior (preta). Em concordância a tal fato, na sociedade contemporânea, resquícios de um passado infeliz ainda permanecem para a população negra, evidenciados, por exemplo, nos atos de racismo. Nesse sentido, torna-se profícuo abordar a necessidade de maior fiscalização acerca do óbice supracitado e de incentivo educacional no ensino sobre igualdade, a fim de desmistificar os caminhos para combater o racismo no Brasil.

A princípio, é importante abordar sobre a relevância de fiscalização efetiva em relação ao racismo a partir das leis existentes. Nessa perspectiva, segundo o filósofo grego Sólon, “leis são como teias de aranha: boas para capturar mosquitos, mas os insetos maiores as rompem e escapam”. Ou seja, as leis são indipensáveis, no entanto, não são de todo suficientes, uma vez que nem todo tipo de racismo, por exemplo, vai ser identificado e denunciado. Dessa forma, o investimento em fiscalização, nos locais públicos, torna-se um caminho imprescindível, para que, então, sejam eliminados os resquícios de um pretérito sofredor, mascarado pelo racismo na sociedade brasileira.

Além disso, é válido explorar a significância da educação na criação de adultos conscientes da igualdade entre as raças. Nesse sentido, de acordo com o matemático grego Pitágoras, é necesssário educar as crianças, para que a punição nos adultos seja dispensável. Isto é,  com uma educação primária que estimula a convivência com o diferente, promove o incentivo às virtudes e descontroi a ideia de superioridade racial, criar-se-á indivíduos democráticos. Dessa maneira, entende-se que começar pela base, ou seja, pelas crianças, a promoção de ensino descontruído de valores raciais tradicionais, é outro caminho para combater o racismo no Brasil.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para se fetivarem, de fato, os meios para suprimir a problemática em pauta no país. Cabe, então, à escola, principal instituição promotora de educação inicial, juntamente à família, a construção de uma nova sociedade, por meio da descontrução de ideais de superioridade racial nos alunos em idade primária, como o estímulo à convivência com o diferente e a valorização de virtudes como o respeito, a empatia, a fim de que cresçam adultos mais democráticos e menos suscetíveis à prática do racismo. Outrossim, é importante que os governos estaduais elaborem fiscalização em locais públicos, por meio de vigilância virtual. Somente assim a sociedade negra, que sofre há séculos, libertar-se-á também de concepções preconceituosas, como o Darwinismo Social, e poderá usufruir de um futuro mais feliz.