ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 27/09/2021

Segundo Jean-Baptiste de Lamark, naturalista francês, a coletividade funciona semelhantemente a um organismo biológico. Desse modo, depreende-se que quando um indivíduo (célula) é afetado, consequentemente todo o sistema (sociedade) sofrerá árduas consequências. De maneira análoga, ao proferirmos a cerca dos caminhos para combater o racismo no Brasil, observa-se um assunto que não abrange apenas a um, porém a todos do corpo social. Nota-se então a necessidade da desconstrução dos estereóticos e o ensino acerca do respeito à cultura negra.

Em primeira análise, no livro “O ódio que você semeia” - escrito pela escritora norte americana Angie Thomas -, narra-se o cotidiano de Starr Carter, uma jovem negra que presencia a morte de seu amigo Khalil por um policial branco que alegou confundir uma escova de cabelo por um revólver. Fora das páginas, os estereótipos ao negro difundiu-se pela sociedade e consolidou-se com os sinônimos pertencentes a criminalidade e marginalidade o que fomentou para a segregação da população negra no Brasil contribuindo para o aumento da violência segundo Dados do Atlas da Violência 2020, mostra que a violência é maior contra a população negra brasileira.

Além disso, observa-se que Edgar Morin, sociólogo francês, com o conceito de “pensamento sistêmico” que é necessário ir além de um pensamento linear, sendo necessário se preocupar com as relações de causa e efeito. Essa questão é pertinente, uma vez que muitas têm o foco direcionado aos vestibulares e ao mercado de trabalho e negligenciam as abordagens sociais como à cultura afro-brasileira e sobre os seus valores transmitidos. Isso se torna preocupante, visto que sem formação de estudantes como cidadães que apreciam o respeito a tal determinada cultura, há a permanência de ações de injúrias raciais - ofensa a honra de alguém com a utilização de elementos referentes à raça - e racismo na população brasileira.

Portanto, são necessárias medidas que visem o combate do racismo no Brasil. Desse modo, cabe ao Poder Executivo destinar verbas do fundo rotativo da União para a promoção de novas políticas de ensinos nas instituições educacionais brasileiras públicas e particulares visando a apreciação e o respeito à cultura afro-brasileira desde os primeiros anos da escola de modo a formar cidadães dispostos a combater as relações racistas presentes na sociedade brasileira. Ademais, cabe a mídia a propagação de publicidades conscientizadoras contra o racismo e as injúrias raciais em horários de picos a fim de alcançar maior número de telespectadores brasileiros. A partir dessas ações o nosso organismo biológico como dito por  Lamark poderá estar em equilíbrio.