ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 27/09/2021

O  “Dualismo fanoniano”, ideia do filósofo francês Frantz Fanon,  denunciava uma sociedade em que os desejos que regem o cotidiano   acabam desautorizando a humanidade do negro. Entrando na realidade brasileira, é perceptível que em pleno século XXI há traços desse dualismo encontrado nos frequentes atos racistas que ocorrem diariamente no país. A partir desse contexto é necessário discutir alternativas para o combate ao racismo no que tange à esfera socioeconômica.

O primeiro aspecto a se considerar é, ainda,a banalização frequente de atos racistas no meio indivídual e  coletivo. Tal ação acontece porque há a atribuição de uma figura marginalizada ao negro, essa associação é feita de acordo com a posição social em que o indivíduo está inserido e as características relacionadas ao fenótipo. Prova  disso  são os dados divulgados pela revista Veja, na qual 4,7% dos cargos executivos das 500 maiores empresas do país são ocupados por negros.

O segundo aspecto a se discutir são as desigualdades existentes no país e as diferenças entre os direitos reservados a brancos e negros. Isso acontece porque há uma disparidade no que tange ao  desenvolviemento econômico e a garantia dos direitos do cidadão, na qual busca-se em primeiro lugar o crescimento econômico em vez da propagação do  respeito e da igualdade. Assim, é perceptível a necessidade do  desenvolvimento de uma sociedade igualitária que preze pela educação, buscando  erradicar as desigualdades sociais e raciais.

Portanto, para que haja o combate ao racismo, é fundamental que o Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da cidadania juntamente com o Ministério da Justiça, estabeleça um caráter mais punitivo aos crimes racistas, assim como promova o acesso aos direitos de forma igualitária. Tal ação deve ocorrer por meio da criação de escolas nas  regiões periféricas, bem como haja a propagação dos meios de denúncia de atos racistas nos canais midiáticos do governo. Afinal, é  chegada a hora de erguermos uma sociedade longe de preconceitos e desigualdades.