ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 27/09/2021
No ano de 1888 foi assinada a Lei Áurea, que visava libertar os negros escravizados no Brasil. Essa lei, por muito tempo foi vangloriada, entretanto atualmente é questionada por não ter sido planejada para inclui-los na sociedade e acabou os deixando à margem de um país ainda com mentalidade escravocrata e racista. Dessa maneira, no cenário atual, o Brasil ainda sofre com um racismo estrutural que o afeta como um todo. Assim, é necessário ir de encontro com os problemas históricos e sociais e ir em favor da educação para que se possa caminhar para um país livre do racismo.
Diante dessa questão, o Brasil do século XXI ainda carrega raízes do tempo colonial. A visão do “raça inferior” afeta até hoje os pretos e outras pessoas de cor em todo país de tal forma que sofrem com o habitus do pensamento racista que pendura atualmente em boa parte da sociedade brasileira. Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, essa teoria se resume em interiorizar a estrutura e depois exteriolizá-la. Ou seja, o contexto simbólico e social de cada indivíduo afeta a maneira como ele enxerga o coletivo e até como ele o afeta. Dessa forma, o racismo que foi passado de geração em geração precisa ser quebrado. Como ele vem de um processo de habituação de costumes, só poderá ser rompido com a conscientização acerca das origens e quebras dos estigmas para que tais comportamentos coloniais não se repitam nos tempos atuais e futuros.
Ademais, a educação é essencial para que a equidade seja vivênciada no dia a dia. A família, como primeira instituição educacional da criança, tem papel fundamental para que ela não se torne um adulto que reproduza comportamentos de ódio e participe da estrutura de racismo no país. Logo, se o eixo familiar educar da maneira correta, o habitus que condena a sociedade brasileira ao preconceito racial será rompido. Ainda, a escola tem papel fundamental na formação de indivíduos que saibam viver em sociedade, assim como é dito na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Desse modo, não só atua na educação direcionada aos conteúdos disciplinares, mas também na vivência humana, que visa formar cidadãos empáticos. Dessa forma, pensarão no outro ao invés de agir com preconceito.
Dessa maneira é fundamental que o Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Educação implemente projetos nacionais tais como campanhas de conscientização, projetos de apoio aos cidadãos que sofrem com injúria racial, e disciplinas escolares que discutam o racismo na sociedade, feitos afim de que haja a diminuição do racismo no Brasil. Afinal, muitas vezes o preconceito ocorre pela habituação estrutural, que precisa ser rompida. Ainda, a família precisa se posicionar como fundamento educacional da criança e investir na educação libertadora, que vise o olhar empático, de modo que crie cidadãos conscientes. Desse modo, poderá ser combatido o racismo no Brasil.