ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 28/09/2021
No Sítio do Pica-Pau amarelo, de Monteiro Lobato, a boneca Emília adquire personificação humana após tomar a pílula falante e atinge então sua máxima evolução. De maneira contraditória a pílula, a presença do racismo na sociedade brasileira indica ainda uma falha na humanidade que precisa ser superada. Sendo assim, é necessário discutir sobre os caminhos para combater o racismo no Brasil e os impasses existentes, como a hierarquia das raças e a estruturação do preconceito.
A priori, de acordo com Pitágoras, reconhecido filósofo grego, ao educar as crianças não será necessário castigar os homens, ou seja, com o bom investimento na educação desde a base, todo o resto evolui resultando em uma sociedade justa e igualitária. Com isso, evidencia-se que o principal caminho na erradicação do racismo é a educação, através do incentivo a práticas de solidariedade contra a exclusão racial muitas vezes cometidas por um preconceito naturalizado pelos pais e compartilhado por seus filhos, somente indo contra isso será possível um avanço na forma não apenas de pensar, mas de agir das próximas gerações.
Em contrapartida, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), a população negra no Brasil (representada por 54%, ou seja, mais da metade) é a mais afetada pela desigualdade e pela violência, retrato dessa violência é reflexo da colonização de exploração e abolição tardia da escravidão que resultou em uma hierarquização das raças, tendo os brancos denominando-se como a raça superior. A partir disso, o preconceito com a pessoa preta foi estruturado e disseminado, potencializando cada vez mais a desigualdade social. Consequentemente, o racismo aflorado impede que a política de combate seja efetiva.
Infere-se, portanto, que medidas são essenciais para o fim do racismo na sociedade brasileira. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve ampliar o conhecimento sobre a população africana a partir de investimento no ensino desde o fundamental, dispondo de aulas didáticas que contextualize a miscigenação racial e reafirme que não há diferença entre pessoas brancas e pretas. Além de que, haja o incentivo e a elaboração de palestras públicas que direcionem o público ao debate sobre a importância do combate a atitudes preconceituosas e o perigo da continuidade de tal pensamento no corpo social como sinônimo de violência, para que assim, alcancem a evolução da pílula de Emília.