ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 30/09/2021

Embora já existam leis que visam combater o preconceito de raça ou de cor, assim como políticas públicas, que objetivam corrigir desigualdades raciais ainda presentes na sociedade. Todavia, a sociedade brasileira infelizmente não foi efetiva na integração do negro como cidadão indiferenciado dos demais, mostrando assim, os resultados de uma democracia outrora escravista.

Cabe pontuar que essa ineficácia mostra-se principalemente no fato de que a parte da população com maior taxa de marginalização, analfabetismo, criminalidade e mortalidade, encontra-se entre os negros, somente na última década, cerca de 75% de todos os homicídios no Brasil corresponde a negros, segundo o Atlas da Violência. Sendo assim reflexo de uma democracia falha na inclusão dos negros em uma sociedade igualitária, onde por falta de oportunidades muitos negros dessas áreas periféricas acabam tornando-se criminosos.

Ademais, somente em 1989 houve a primeira lei que visava punir atos discriminatórios, no entanto ainda não havia políticas públicas que visassem incluir em diferentes setores da sociedade a população negra, que foi marginalizada e discriminada ao longo dos séculos. Nesse sentido, o Brasil, país marcado por uma intensa mão de obra escravista que, mesmo após a abolição da escravatura, continuou a explorar de outras formas os negros, não foi efetivo na inlusão social do negro, fato ainda evidenciado em diversas temáticas, como é denotado em uma das músicas do grupo MC’s Racionais que critica o racismo, “Mas mesmo assim enfim, queremos ser iguais”.

Portanto, nesse viés de marginalização e falha na inclusão do negro na sociedade igualitária, deve-se, gerar atrativos para empresas que estão em crescimento, por meio de incentivos fiscais, fazendo assim com que seja lucrativo para a empresa, mas príncipalmente gerando oportunidades para as populações locais dessas áreas marginalizadas que entram no crime por falta de melhores oportunidades.