ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 20/10/2021

O filme estadunidense ‘‘Admirável Mundo Novo’’ de 1998, inspirado no romance britânico de Aldous Huxley, retrata uma sociedade utópica e futurística, a qual é desprovida de conflitos e problemas sociais. Tal obra fictícia, no entanto, diverge da sociedade tupiniquim, posto que os caminhos para combater o racismo é um drama recorrente no Brasil. Nessa lógica, tristemente, emerge um sério problema, em virtude da ineficiência legislativa e, também , do silenciamento social. Desse modo, é imperioso que essa chaga social seja resolvida.

Em primeiro plano, é fulcral ressaltar a ineficácia do aparelho estatal como um complexo dificultador no que concerne o estigma racial. Nessa perspectiva, na obra ’’  Cidadãos de Papel’’, o célebre escritor Gilberto Dimenstein disserta acerca da inefetividade dos direitos da população, com relação no acesso aos beneficios legislativos. Na realidade atual,  a obra de Dimenstein assemelha-se ao racismo , visto que os negros são constantemente vítimas de crimes de ódio e discriminação, que se relaciona ao passado escravocrata e exploratório do País. Destarte, é irrefutável a falha da máquina administrativa no combate ao preconceito racial, e a urgência em dissolver o panorama caótico, efetivando as leis para esse grupo da engrenagem social.

Paralelamente a isso, é imperativo salientar a lacuna de denúncias como outro catalisador da conjuntura racista. Nesse prisma, para Djamila Ribeiro ’’ o silêncio é cúmplice da violência’’. Hodiernamente, tal silêncio está presente no escasso exercício de denúncias, dado que mesmo com tantos avanços e campanhas contra o repúdio racial, vê-se que o entrave ainda acontece , seja pelo legado histórico, sensação de superioridade e falta de representação. Logo, é patente a carência de responsabilidade social, e a necessidade em ampliar a deficitária prática de denúncias.

Em suma, urge medidas para amenizar o impasse da marginalização dos negros. Para tanto, o Governo, por meio do Ministério da Justiça, deve aumentar os investimentos no setor da igualdade, respeito e denúncias, além de uma ampla campanha na rede midiática, que mediante às propagandas, jornais e entrevistas, por intermédio a união com o aparato legislativo erradiquem os preconceitos raciais. Somente assim, a problemática poderá ficar no passado brasileiro. A fim de que o filme estadunidense, livre de distopias e disparidades, aconteça na coletividade verde-amarela.