ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 25/10/2021
De acordo com a obra “Brasil, País do Futuro”, escrita em 1941, por Stefan Zweig, o Brasil assume uma conotação promissora de desenvolvimento, o que projeta uma visão otimista de um tempo de ouro. Entretanto, há uma significativa diferença entre o que era esperado e o que foi entregue, tendo em vista o panorama do racismo no país — um tópico alarmante que necessita ser contornado. Assim, é possível afirmar que não só a baixa qualidade educacional fornecida à população, mas também o desconhecimento do léxico empatia nas relações sociais fomentam o status quo contemporâneo do século XXI.
Inicialmente, é necessário dizer que a maioria dos problemas atuais seria contornada com um formidável ensino básico. Por exemplo, a literatura modernista enfatiza figuras historicamente reprimidas, como os índios e os negros africanos, os quais deram origem, juntamente com a civilização europeia, à matriz brasileira — o que realça o parentesco entre as diferentes culturas. A priori, se o conhecimento é posto em dacedência, a falta de percepção de fraternidade simplesmente pela diferença de cor é acentuada ou, pior, premissa para argumentos mal fundamentados de segregação racial.
Ademais, outro tópico importante tange à questão da compaixão, a qual é um sentimento inerente aos humanos e que, entretanto, parece estar sendo atenuado. Isso é uma controvérsia significante, tendo em vista o acervo de filmes baseados na escravidão que despertam os sentimentos de sofrimento alheio, além do fato de que, conforme a United Nations Children’s Fund, jovens negros têm quatro vezes mais chances de serem assassinados — uma verdadeira sentença de nascimento moldada pela cor. A partir desse aspecto, é revoltante que, apesar de todo o conteúdo e informação das dificuldades da população de cor no passado e no presente, o racismo ainda seja um câncer presente e difundido nos setores sociais.
Destarte, é dever do Estado, no âmbito de ministérios atuantes, em consonância com as instituições de ensino, informar a população por intermédio de palestras educativas e campanhas publicitárias que discorram acerca não só da deleteriedade do racismo para o desenvolvimento das sociedades, mas também da semelhança de parentesco histórica que é inerente ao Brasil, com exemplos de recomendação de leitura e cinematografias sobre a miscigenação. Espera-se, com tudo isso, uma melhoria na percepção de proximidade individual e, por conseguinte, um aplacamento do racismo no Brasil — afinal, distante ou não, a pobabilidade de laços fraternos revela uma violência racial entre famílias.