ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 14/11/2021

A “Atitude Blasé” - termo proposto pelo sociólogo alemão, Georg Simmel, no livro “The Metropolis and Mental Life” - ocorre quando o indivíduo passa agir com indiferença frente a situações que ele deveria dar mais atenção. Sob essa perspectiva, tal afirmação pode ser relacionada ao combate do racismo no Brasil, dado à pouca atenção por parte da sociedade brasileira, frente a essa problemática. Desse forma, é pertinente destacar alguns dos fatores que contribuem na continuidade desse cenário e que devem ser erradicados da nossa sociedade, para que assim, ocorra uma luta mais eficiente, são: a desigualdade social e a omissão da sociedade.

Em primiro lugar, a desigualdade social possui grande influência sobre essa conjuntura. Nesse ínterim, de acordo com a Constituição Federal de 1988, “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Todavia, é notório que o poder público não tem cumprido com o seu papel como provisor dos direitos mínimos, dado a discriminação racial sofrida por uma imensa parcela da sociedade, em especial os afro-brasileiros em diversos âmbitos sociais, como nas escolas, ambiente de trabalho, entre outros, ocasionando assim a sua completa marginalização, devido a pouca eficiência estatal no combate dessa adversidade. Assim, denota-se que a violência enfrentada por uma imensa parcela de nossa população é inadimissível, além de caracterizar um completo desrespeito aos seus direitos mínimos e bem como, a sua completa exclusão perante a sociedade.

Em segundo lugar, deve-se ressaltar que a omissão da sociedade brasileira pode ser caracterizada, também, como um dos impulsionadores do racismo no Brasil. Nesse sentido , conforme o escritor irlandês, Oscar Wilde, “A insatisfação é o primeiro passo para o desenvolvimento de um homem ou de uma nação”. Contudo, o corpo social rompe com essa conformidade, uma vez que, ela não utiliza do seu poder democrático em prol ao combate à discriminação racial e consequentemente, não exigindo do governo federal, medidas reguladoras e fiscalização mais rígidas contra essa disccriminação social e estrutal. Logo, é inaceitável que a circunstância perdure na corporação brasileira, caso contrário trará mais consequências danosas para a segregação racial no país.

Em suma, é dever so Estado soberano garantir os direitos mínimos dos brasileiros, em especial dos afro-brasileiros. Desse modo, por meio de projetosde fiscalização mais eficientes e investimento financeiro por parte das instituições públicas, ele poderá elaborar, comunicados e uma educação mais eficiente nas escolas, que visam orientar a populaçao em relação a esse problema. Assim sendo, o poder público será capaz de combater o racismo no território nacional, diminuir a desigualdade social e também assegurar a todos, os seus direitos constitucionais.